Publicado 09 de Agosto de 2013 - 0h28

Por Carlo Carcani

O jornalista Carlo Carcani Filho

Ércia Dezonne/AAN

O jornalista Carlo Carcani Filho

No dia em que completou 33 anos, o técnico Tarcísio Pugliese atingiu uma marca inédita no comando do Guarani, que pela primeira vez em sua história chegou à marca de oito jogos consecutivos sem sofrer gol. O recorde anterior, de sete partidas, foi obtido sob o comando de Carlos Alberto Silva, um treinador que também chegou muito jovem ao Brinco. Outra coincidência é que os dois trabalharam na Caldense antes de assumirem o comando do Bugre.

Desnecessário dizer que não há comparação entre os times de 1978 e 2013, mas, para fins estatísticos, a sequência atual é a maior que a o clube já conseguiu. Isso é um mérito de Pugliese e de seus aplicados jogadores. O Vila Nova, dono do melhor ataque da chave, foi completamente anulado pelo Bugre. O sistema de marcação é tão eficiente que Juliano tem sido pouco exigido, o que valoriza ainda mais o esquema implantado pelo treinador.

O jogo desta quinta-feira também deixou claro que o trabalho de Pugliese pode ser ainda melhor se ele entregar a camisa 9 a Henan, um centroavante que, indiscutivelmente, tem mais qualidades do que o titular Nena. Apesar de ter jogado poucos minutos, Henan já tem um gol e uma assistência na Série C. Nena, titular nos oito jogos, não fez gols e nem assistências. Nesta quinta, apesar da ótima fase do time, foi vaiado ao errar lances fáceis. Montar uma equipe que fique tanto tempo sem sofrer gols é bem mais difícil do que constatar quem deve ser o camisa 9.

No Rio, a Ponte Preta viveu momentos distintos no difícil jogo contra o Vasco da Gama. Começou muito atrás, foi pressionada durante meia hora e poderia ter sido castigada aos 35', quando César derrubou Eder Luis dentro da área. A sorte da Macaca mudou quando Roberto defendeu a cobrança de Juninho, repetindo o feito do jogo anterior contra o Fluminense de Fred. Nos dez minutos restantes, o time ganhou confiança, mandou uma bola na trave e por pouco não foi para o intervalo em vantagem.

Os 15 minutos de descanso esfriaram a Macaca, que voltou a ser dominada na etapa final. Depois que André abriu o placar, Carpegiani fez duas mudanças. Everton Santos entrou no lugar de Chiquinho e, mais uma vez, teve participação discreta, quase nula. A outra mudança contribuiu para a reação da equipe. Uendel entrou na lateral e a Ponte passou a criar muitas oportunidades pelo setor esquerdo.

O gol de empate, porém, veio de uma jogada de bola parada. Pela 8ª vez no campeonato, William deixou sua marca. Foi decisivo mais uma vez e não é por acaso que divide a artilharia da Série A com Biancucchi. Seu aproveitamento, excelente, é fundamental para que a equipe consiga se manter fora da zona de rebaixamento. O campeonato é muito duro e qualquer ponto somado fora de casa é importante, ainda mais nas circunstâncias de um jogo como o desta quinta.

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Carlo Carcani