Publicado 26 de Agosto de 2013 - 16h49

Policiais militares da Rota de SP Luis Marcelo Pesseghini e sua mulher Andreia Regina Bovo Pesseghini abraçam o filho Marcelo, de 13 anos: polícia acredita que ele matou os pais, a avó, a tia e depois se matou

Reprodução/Facebook

Policiais militares da Rota de SP Luis Marcelo Pesseghini e sua mulher Andreia Regina Bovo Pesseghini abraçam o filho Marcelo, de 13 anos: polícia acredita que ele matou os pais, a avó, a tia e depois se matou

Um policial militar prestou depoimento sobre a morte da família Pesseghini na manhã desta segunda-feira, 26, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O delegado responsável pelo caso, Itagiba Franco, pretende ouvir ao longo desta semana ao menos outros quatro colegas de trabalho de Luiz Marcelo Pesseghini, que era sargento da Rota, e Andreia Regina Bovo Pesseghini, cabo do 18º Batalhão da Polícia de Militar. Dois estudantes que aparecem em um vídeo ao lado do garoto na manhã do dia 5, dia do crime, também devem ser chamados ainda nesta semana no DHPP.

Os corpos do casal de PMs, do seu filho, Marcelo Bovo Pesseghini da mãe e de uma tia de Andreia foram encontrados na casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo, no último dia 5. Para a polícia, Marcelo, de 13 anos, é o principal suspeito de ter assassinado os familiares. Ele teria cometido os crimes durante a madrugada e, em seguida, dirigido o carro da família até o colégio onde estudava. Segundo colegas e professores, o garoto frequentou normalmente a escola pela manhã. Ao voltar para casa, ele teria cometido suicídio.

A polícia já ouviu mais de 40 testemunhas sobre o caso. Entre os depoimentos mais importantes estão os de colegas de Marcelo, que afirmaram que o garoto contou aos amigos ter matado a família. O delegado já disse que espera apenas o resultado dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística para concluir o inquérito sobre o caso. Ainda segundo Franco, os laudos do IML devem ficar prontos até esta sexta-feira, 30.