Publicado 12 de Agosto de 2013 - 13h34

Por Agência Brasil

A queda de 19% no lucro líquido da Petrobras, de R$ 6,201 bilhões, no segundo trimestre do ano, na comparação com o primeiro trimestre, deveu-se, sobretudo, ao efeito da depreciação cambial sobre o endividamento líquido, de acordo com o diretor financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa. No período entre janeiro e março, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 7,693 bilhões.

Ele e outros diretores falaram nesta manhã a investidores durante a apresentação dos resultados da Petrobras na sede na empresa, no centro do Rio de Janeiro. Apesar da queda, o resultado reverteu o prejuízo líquido de R$ 1,346 bilhão registrado no mesmo período de 2012. Barbassa explicou que as ações para limitar o impacto do câmbio sobre exportações futuras (contabilidade de Hedge) evitaram perdas de R$ 8 bilhões.

“Essas perdas são relativas a 70% do endividamento líquido expostos à variação cambial no segundo trimestre, contabilizadas pelo Patrimônio Líquido”, explicou ele.

Barbassa ressaltou a contribuição do Programa de Desenvestimento (Prodesin) para o bom resultado das finanças no segundo trimestre do ano, com vendas de 50% dos ativos na África, o que levou ao ganho de R$ 1,9 bilhão, com aumento de caixa de R$ 3,4 bilhões.

“Houve elevado lucro operacional com expressivo aumento de geração de caixa. O Prodesin foi importante para aumentar o caixa. Até o segundo trimestre, os desenvestimentos totalizaram US$ 1,8 bilhão”, disse ele.

O lucro operacional da companhia, de R$ 11,1 bilhões no segundo trimestre, representou aumento de 110% sobre o segundo trimestre de 2012 e de 13% contra o primeiro trimestre de 2013, segundo Barbassa.

O diretor informou ainda que o lucro líquido da área internacional chegou a R$ 2 bilhões no segundo trimestre, contra R$ 700 milhões no trimestre anterior.

De acordo com o diretor de Exploração e Produção, José Formigli, o segundo semestre de 2013 foi satisfatório em termos de produção com aumento de 1% na produção de óleo e LGN entre o primeiro e o segundo trimestre (21 milhões de barris de petróleo por dia a mais). Houve também crescimento da produção dos campos do pré-sal de 7 milhões de barris de petróleo por dia neste trimestre em relação ao anterior.

A produção nos campos do pré-sal também bateu novo recorde no trimestre analisado com média de 291 milhões de barris de petróleo por dia ante 277 milhões no trimestre passado. Nos primeiros três meses, a média havia sido de 277 milhões de barris de petróleo por dia.

Segundo ele, a Petrobras pretende interligar mais 36 poços até o fim do ano. De acordo com o diretor, a produção deve subir para cerca de 440 mil barris de petróleo por dia. No quarto trimestre, segundo ele, já devem estar em operação quatro plataformas: P-55, P-58, P-61 e P-63. Ele informou que a empresa descobriu 55 poços nos últimos 18 meses, sendo 16 do pré-sal.

Escrito por:

Agência Brasil