Publicado 09 de Agosto de 2013 - 12h50

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi um dos alvos preferenciais dos manifestantes na capital paulista

Gustavo Tilio/Especial para a AAN

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi um dos alvos preferenciais dos manifestantes na capital paulista

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) cobrou "transparência total e absoluta" na investigação de um suposto cartel no metrô e nos trens metropolitanos em São Paulo, em evento que instituiu uma comissão de transparência com integrantes da sociedade civil para analisar o caso. "Só a transparência absoluta, não a transparência parcial, ou enviesada, vai nos trazer a verdade", afirmou o governador a jornalistas, após a cerimônia. "Sou o maior interessado nessa verdade total", completou.

O governador disse que o grupo, formado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo e da Transparência Brasil, entre outros, terá "liberdade absoluta". Segundo Alckmin, a população paulista deseja a "punição de empresas, ressarcimento do erário público e, caso haja agente público envolvido, seja quem for, a rigorosa punição". Para ele, que não respondeu às perguntas dos jornalistas presentes, criar uma comissão com participação da sociedade civil é uma "iniciativa inovadora".

Alckmin lembrou que pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que disponibilizasse as informações sobre a investigação do cartel para o governo do Estado, mas teve a demanda negada. Hoje, o governador reforçou a necessidade da transparência total e o corregedor-geral de Administração do Estado, Gustavo Ungaro, lembrou que foram feitos dois pedidos administrativos para ter acesso às informações, mas sem êxito. Segundo Ungaro, o pedido foi feito de forma oficial, por meio da Procuradoria Geral do Estado.

"Queremos que todas as investigações sigam até as últimas consequências", reiterou Alckmin, que disse ainda ser o maior interessado na "verdade total" e que a própria Corregedoria Geral já faz as investigações. O interlocutor do governo com a comissão criada hoje será o próprio Ungaro.

Durante o evento no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin foi questionado pelo diretor da Transparência Brasil, Cláudio Abramo sobre o limite de independência da comissão com relação ao governo, já que no evento estavam presentes diversos secretários de Estado.