Publicado 27 de Agosto de 2013 - 18h32

Por Agência Brasil

Principais motivos estão relacionados à negligência e acidentes após queimadas irregulares e outras práticas proibidas nesta época do ano

France Press

Principais motivos estão relacionados à negligência e acidentes após queimadas irregulares e outras práticas proibidas nesta época do ano

Morreu na madrugada desta terça-feira (27), pelo horário de Lisboa, o bombeiro Bernardo Figueiredo, de 23 anos, ferido durante combate a incêndio na quinta-feira passada (22) na Serra do Caramulo (Norte de Portugal). Ele é o quarto integrante da corporação a morrer neste mês em combate a incêndio.

Na semana passada, morreu Rita Pereira (22 anos), que estava na mesma brigada de Bernardo Figueiredo. No dia 15 de agosto, foi registrada a morte do bombeiro Pedro Miguel Jesus Rodrigues (41 anos) na Freguesia de Coutada, no Concelho da Covilhã (Serra da Estrela).

No começo do mês (4), morreu António Ferreira, 45 anos, após ser cercado pelo fogo durante combate a incêndio no distrito de Miranda do Douro (também ao Norte de Portugal e próximo à fronteira com a Espanha).

Desde 1980, 106 bombeiros portugueses morreram por causa dos incêndios. Conforme dados da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o mês de agosto é a época de maior ocorrência de incêndios florestais e apenas 1% tem causa natural.

Os principais motivos estão relacionados a negligência e acidentes após queimadas irregulares e outras práticas proibidas nesta época do ano. Mais de 40 pessoas foram presas em Portugal durante o mês, acusadas de provocar incêndios.

A morte dos bombeiros causa comoção nacional. Cerca de mil pessoas acompanharam o funeral de Rita Pereira no final de semana e, desde domingo (25), milhares de usuários da internet registram protesto na página da Presidência da República de Portugal no Facebook por causa do suposto silêncio do presidente Aníbal Cavaco Silva quanto ao falecimento dos bombeiros. Segundo a Presidência, Cavaco Silva prestou solidariedade diretamente aos parentes e à corporação.

Durante a madrugada, foram registrados 63 focos de incêndio no país, o que mobilizou 320 bombeiros e 76 viaturas. Para hoje (27), o Instituto de Português de Mar e Atmosfera alerta sobre risco “máximo” de incêndio em mais de 30 distritos. Edição: Graça Adjuto

*Com informações da Rádio e Televisão de Portugal (RTP) e da Agência Lusa

Escrito por:

Agência Brasil