Publicado 12 de Agosto de 2013 - 16h03

Temperaturas têm subido acima dos 40 graus pelo terceiro dia seguido em várias regiões do Japão

France Press

Temperaturas têm subido acima dos 40 graus pelo terceiro dia seguido em várias regiões do Japão

Uma forte onda de calor fez os termômetros alcançarem os 41 graus Celsius no Japão esta segunda-feira (12), depois que pelo menos nove pessoas morreram de insolação durante o fim de semana. A agência climática japonesa emitiu alertas de calor para 38 das 47 prefeituras do Japão, recomendando que as pessoas se mantenham hidratadas e usem o ar condicionado.

Segundo informações da mídia e de autoridades japonesas, as temperaturas contribuíram para as mortes de pelo menos nove pessoas por insolação no sábado e no domingo.

No mês passado, outra onda de calor matou dezenas de pessoas.

O recorde de temperatura no Japão foi registrado às 13h42 locais (01h42 de Brasília) em Shimanto, cidade da costa do Pacífico na ilha de Shikoku (oeste), informou a agência meteorológica japonesa.

A marca superou o recorde anterior de 40,9 graus Celsius, registrado em agosto de 2007 em duas cidades do centro do país, acrescentou a agência.

As temperaturas têm subido acima dos 40 graus pelo terceiro dia seguido em várias regiões do Japão, enquanto um sistema de alta pressão no Pacífico atingiu a maior parte do país.

Os custos com energia dispararam desde que o Japão desligou seus reatores nucleares depois da crise atômica em Fukushima, dois anos atrás.

A medida forçou Tóquio a lançar mão de custosas usinas movidas a combustíveis fósseis para atender à demanda.

No movimentado distrito de compras de Ginza, em Tóquio, as pessoas tentavam enfrentar como podiam o calor excessivo.

"Eu uso um desodorante especial. Quando você o coloca, a sensação de frescor é imediata. É vendido em todo lugar aqui no Japão", contou Takenori Omori, especialista em informática de 27 anos.

"O sol está realmente forte. Uso luvas para evitar queimaduras nas mãos", emendou Hiroko Mimura, recepcionista de 63 anos.

A consumidora Aya Kida disse que não tentaria mais economizar na conta de luz, embora o povo japonês seja encorajado a fazê-lo desde 2011, quando um terremoto seguido de tsunami deixou incapacitada a usina de Fukushima, afetando a geração de energia a partir de fonte atômica em todo o país.

"Está quente demais. O ar condicionado fica ligado de dia e de noite em casa", contou uma vendedora de 25 anos.