Publicado 23 de Agosto de 2013 - 8h16

Por France Press

Ban Ki-Moon disse estar chocado com as cenas de suposto ataque químico na Síria

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Ban Ki-Moon disse estar chocado com as cenas de suposto ataque químico na Síria

Os chefes da diplomacia da Rússia e dos Estados Unidos pediram nesta sexta-feira (23) ao regime sírio que coopere com os especialistas da ONU sobre um suposto ataque mortal com armas químicas, e aos rebeldes que garantam o acesso ao local, perto de Damasco.

Em uma conversa telefônica, o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, disse ao colega americano John Kerry que imediatamente depois da divulgação das notícias sobre o ataque, "Moscou pediu ao governo sírio que coopere com os especialistas químicos da ONU" que estão na Síria, afirmou a chancelaria russa em um comunicado.

"Agora é a oposição que deve garantir um acesso seguro à missão no local do incidente", que aconteceu em uma zona controlada pelos rebeldes, destaca o comunicado.

A nota ressalta ainda que Lavrov e Kerry querem uma "investigação objetiva" da ONU.

Na quarta-feira, uma ofensiva na Ghuta oriental e em Muadamiyat al-Sham (setores dos subúrbios de Damasco nas mãos dos insurgentes) provocou um número indeterminado de vítimas.

A oposição denunciou 1.300 mortes e acusou o regime de ter cometido ataques com gases tóxicos.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que tem uma ampla rede de ativistas e médicos, contabilizou 170 mortes e não confirmou o uso de armas químicas.

O regime negou categoricamente o uso de armas químicas.

A Rússia, um dos principais aliados do regime de Bashar al-Assad, ao qual fornece armas, afirmou na quarta-feira que as suspeitas de que o regime de Damasco usou substâncias químicas era "uma provocação planejada com antecedência".

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