Publicado 13 de Agosto de 2013 - 14h00

Por France Press

Pelo menos 18 rebeldes sírios e uma criança morreram por causa da violência na província central de Hama nesta terça-feira, informou a ONG de monitoramento Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).No norte, um famoso ativista baseado em Aleppo desapareceu e o OSDH disse temer que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isil) esteja por trás do seu desaparecimento.

Perto de Morek, na província de Hama, o número de combatentes rebeldes mortos aumentou para 18 e, segundo a ONG, eles morreram em confrontos e bombardeios.

Enquanto isso, na área do Sahel al-Ghab, também em Hama, uma criança de 10 anos foi morta em um bombardeio do exército, acrescentou o Observatório.

As mortes ocorreram em meio a uma escalada rebelde no leste de Hama, região estrategicamente localizada no coração da Síria e que conecta vários pontos do país.

Ativistas dizem que vários grupos rebeldes se uniram nas últimas semanas para lutar em duas batalhas simultâneas na região - uma chamada "Estamos chegando, Homs" e a outra com o nome de "O único corpo."

Hama é adjacente a Homs, o centro cuja capital da província permanece sob controle rebelde, semanas após o exército ter recuperado o controle do estratégico distrito de Khaldiyeh.

No norte da Síria, foi notíciado o desaparecimento de um ativista anti-Assad. "É provável que ele esteja sendo mantido pelo Isil," afirmou à AFP o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Um vídeo amador distribuído pela organização mostra amigos de Abu Maryam protestando às portas da sede da Isil, que supostamente estaria mantendo centenas de ativistas nas áreas onde atuam.

Entre os desaparecidos está o padre Paolo Dall'Oglio, um jesuíta italiano que foi a um encontro com os comandantes do Isil no início deste mês para tentar negociar a libertação dos ativistas, mas ainda não retornou.

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