Publicado 12 de Agosto de 2013 - 13h42

Por France Press

Cerca de 60 soldados sírios e islamitas radicais morreram em três dias de combates em Deir Ezzor, a maior cidade do leste da Síria, onde os jihadistas seguem avançando, indicou uma ONG.

Ao menos 33 combatentes do Estado Islâmico do Iraque e Levante e da Frente Al-Nusra, dois grupos ligados à Al-Qaeda, assim como 25 combatentes leais ao regime de Bashar al-Assad morreram desde sábado quando os islamitas lançaram uma ofensiva, indicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

"Os confrontos são muito violentos, os combatentes utilizam os tanques que possuem e o exército bombardeia os núcleos jihadistas", explicou Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

Os islamitas radicais concentram seus ataques no bairro Hueiqa de Deir Ezzor, onde se localiza a sede dos serviços de segurança e os edifícios do governo.

O exército e os jihadistas disputam o controle da cidade, mas as linhas de frente mudam muito, indicou o OSDH, que obtém informação graças a uma rede de militantes, médicos e militares em todo o país.

Segundo números da ONU, mais de 100.000 pessoas morreram na Síria desde março de 2011, quando teve início uma revolta contra o regime do presidente Bashar al-Assad que se converteu progressivamente em uma guerra civil.

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