Publicado 09 de Agosto de 2013 - 7h32

Por France Press

Os partidários do presidente islamita deposto Mohamed Mursi, destituído pelo exército, convocaram novos protestos no Egito nesta sexta-feira, apesar das ameaças de uma iminente dispersão pela força das duas praças que ocupam há mais de um mês no Cairo. A Aliança contra o Golpe de Estado e pela Democracia, que reúne os partidários de Mursi, pediu em um comunicado o prosseguimento da "luta pacífica" com marchas na capital e em todo o país depois da grande oração desta sexta-feira, prevista para o meio-dia local (07h00 de Brasília).

Os partidários de Mursi estão dispostos a protestar "até o retorno ao poder do presidente".

Nos últimos dez dias a crise se agravou com o fracasso das tentativas de mediação internacional e o anúncio do governo interino, instaurado pelo exército, de que os protestos dos partidários de Mursi serão dispersados pela força após o fim do Ramadã, que terminou na quinta-feira.

Mursi, membro do movimento islamita da Irmandade Muçulmana, é o primeiro presidente egípcio eleito democraticamente. Foi deposto e detido pelo exército no dia 3 de julho, em resposta, segundo os militares, às expectativas de milhares de manifestantes que exigiam sua renúncia.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro interino, Hazem el-Beblawi, advertiu que "a situação está se aproximando do momento que nós preferíamos evitar".

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