Publicado 10 de Agosto de 2013 - 15h44

Por France Press

O velocista jamaicano Usain Bolt fez sua melhor marca do ano

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O velocista jamaicano Usain Bolt fez sua melhor marca do ano

O britânico Mo Farah, que venceu neste sábado a final dos 10.000 metros do Mundial de Atletismo de Moscou-2013, e o jamaicano Usain Bolt, que passou pela primeira fase eliminatória dos 100 metros com facilidade, iniciaram a competição com o pé direito. Farah e Bolt já haviam sido as duas maiores estrelas dos Jogos Olímpicos de Londres-2012. O britânico de origem somali levou o ouro nos 5.000 e 10.000 metros, enquanto o jamaicano venceu as provas dos 100, 200 metros e do revezamento 4x100, façanhas que os dois atletas almejam repetir no Mundial de Moscou.

Bolt, que em caso de vitória nessas três provas de velocidade se converterá no esportista mais condecorado da história da competição, se classificou com facilidade para as semifinais dos 100 metros ao vencer a sétima e última série com tempo de 10.07.

A segunda colocação da série ficou com o sul-africano Anaso Jobodwana (10.17), numa corrida que teve uma queimada de largada do atleta das ilhas Cayman Kemar Hyman, o que resultou na sua desclassificação.

A queimada de Hyman, que se encontrava na raia ao lado de Bolt, foi um susto para os espectadores, que não puderam deixar de lembrar do Mundial de Daegu-2011, quando o jamaicano foi desclassificado da final ao queimar a largada, deixando o ouro para seu compatriota Yohan Blake.

"Estou feliz com minha corrida. Peguei mais leve já que era a primeira rodada. Só queria começar bem. A queimada de largada na minha série não me afetou. Cometi um erro em Daegu e agora quero estar concentrado. Estou muito animado com o Mundial. Estava ansioso para estrear", declarou o velocista jamaicano após a prova.

Bolt, de 27 anos, buscará no domingo seu segundo título mundial nos 100 metros, após o ouro em Berlim-2009.

O jamaicano tem como objetivo as vitórias nos 100 e 200 metros, além do revezamento 4x100, o que aumentaria sua coleção de medalhas em Mundiais para oito ouros e duas pratas, superando o lendário velocista americano Carl Lewis, que lidera o ranking histórico em Mundiais com oito ouros, uma prata e um bronze.

Bolt venceu uma das séries mais lentas da primeira eliminatória, realizando apenas o sétimo melhor tempo entre os 24 classificados às semifinais.

O americano Justin Gatlin, principal ameaça ao bicampeonato de Bolt nos 100 metros, venceu a terceira série com tempo de 9.99, segunda melhor marca do dia, atrás apenas do compatriota Mike Rodgers, vencedor da sexta série em 9.98.

Com a ausência do atual campeão mundial da prova, o lesionado Yohan Blake, e de Tyson Gay e Asafa Powell, suspensos por doping, Bolt parece ter tudo para subir mais uma vez ao lugar mais alto do pódio.

Gatlin, campeão olímpico em Atenas-2004 e do mundo em Helsinque-2005, além de medalhista de bronze em Londres-2012, derrotou Bolt nos 100 metros, nesta temporada em Roma.

Por sua vez, Mo Farah somou o título mundial dos 10.000 metros aos ouros nos 5.000 e 10.000 metros dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 com seu melhor tempo na temporada (27:21.21), confirmando seu reinado na modalidade.

A medalha de prata ficou com o etíope Ibrahim Jeilan (27:22.23) que, apesar de ter feito seu melhor tempo no ano, não conseguiu defender o título de Daegu-2011. O bronze foi para o queniano Paul Tanui (27:22.61).

Depois de se manter afastado das primeiras colocações pela maior parte da prova, passando até em último na marca dos 1.200 metros, o britânico foi crescendo e ganhando posições progressivamente. Após os 6.000 metros, Farah já estava entre os cinco primeiros, e liderando a partir dos 8.000.

Na última volta, Farah decidiu acelerar, não dando chances ao etíope Jeilan.

O campeão, que havia conquistado os 5.000 metros no Mundial de Daegu-2011, foi segundo nos 10.000 metros na cidade sul-coreana e conseguiu seu primeiro título mundial na prova em Moscou, trocando posições no pódio com Jeilan, de 24 anos.

"Eu tinha a experiência de dois anos atrás. Este ano eu vi Jeilan acelerando", disse Farah, lembrando que em Daegu o britânico também liderava a prova quando foi ultrapassado pelo etíope nos últimos metros.

"Foi fantástico ganhar o único título que me faltava. Treinei muito. Passei muito tempo longe da minha família. Quando venci os Jogos Olímpico, minha filha não me reconhecia mais porque fiquei muito tempo fora", disse o campeão olímpico.

Farah voltará a competir na sexta-feira nos 5.000 metros.

Mais cedo, A queniana Edna Kiplagat entrou para a história do atletismo ao vencer a prova feminina da maratona sendo a primeira mulher a conquistar o bicampeonato consecutivo, depois de ter saído vitoriosa há dois anos em Daegu-2011.

Kiplagat deixou para trás a italiana Valeria Straneo, prata, a dois quilômetros do fim, para terminar a prova com quatorze segundos de vantagem sobre sua rival.

A queniana venceu com um tempo de 2 horas, 25 minutos e 44 segundos, enquanto a italiana marcou 2h25:58 e a japonesa Kayako Fukushi, bronze, terminou em 2h27:45.

"Estou feliz por ter defendido meu título. O tempo não estava bom porque estou acostumada a correr de manhã. Estava confiante que poderia assumir a liderança solitária no km 40 quando comecei a acelerar o ritmo. Dedico a vitória ao meu marido, que me deu tempo para treinar", disse Kiplagat.

Já o brasileiro Carlos Eduardo Chinin entrou no estádio olímpico de Moscou nesta sábado para competir no primeiro dia do Decatlo.

Após cinco provas, o brasileiro está na 10ª colocação geral, com 4251 pontos. O americano Ashton Eaton lidera a competição com 4502 pontos.

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