Publicado 09 de Agosto de 2013 - 15h56

Por Raquel Valli

Vista área da garagem de ônibus: proposta de retorno ainda indefinida

Gustavo Tilio/Especial para a AAN

Vista área da garagem de ônibus: proposta de retorno ainda indefinida

Os motoristas de ônibus urbanos de Campinas decidiram na tarde desta sexta-feira (09) continuar a paralisação que se estende desde as 5h e que, desde então, parou o trânsito da cidade.

Os trabalhadores reivindicam melhorias no que tange o plano de saúde da categoria e rejeitaram uma proposta apresentada pela Viação VB Transportes e Turismo.

A empresa propôs que, até o dia 30 deste mês, os colaboradores paguem o valor do convênio médico (R$ 37,99 para o motorista e R$ 16,54 para o cobrador). Esses são os valores por vida, já descontados os percentuais pagos pela empresa.

Propôs, também, não cobrar até o dia 30 qualquer tipo de coparticipação, seja nos exames médicos simples ou complexos ou em consultas que excedam a quantidade estipulada em contrato com a Amil. 

A proposta foi feita em uma reunião realizada com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Campinas e Região, que a repassou em assembleia.

Após a negativa, o presidente do sindicato, Matusalém de Lima, permanece em frente à VB aguardando que a viação faça uma contraproposta. 'A greve não para enquanto não avançarmos', disse.

Ainda de acordo com o sindicalista, 100% dos circulares da VB3 estão parados. Já a paralisação dos das viações Campbus, Itajaí, VB1 e Onicamp, são parciais. Ao todo, aproximadamente 60% dos ônibus da cidade estão sem circular.

A VB classificou de irresponsável a atitude dos funcionários que colocaram os seus ônibus bloqueando avenidas de grande fluxo de Campinas.  

Separação

Cerca de 400 motoristas fecharam a Avenida Lix da Cunha, no sentido bairro-Centro, no caminho para a rodoviária, pedindo a presença de um representante da VB, para que a empresa faça uma proposta diretamente a um advogado que os representa, sem a intermediação do sindicato.

A Polícia Militar interveio para abrir a via. Houve confusão, e uma das faixas foi, então, liberada.

Reflexo

A greve dos motoristas de Campinas já reflete no trânsito da região. Na rodoviária de Jundiaí, a Viação Lira, ex-Capriolli, teve que colocar ônibus extra para atender os passageiros. É que o atraso da saída da rodoviária de Campinas repercute na chegada de lá, gerando um efeito dominó.

Desde as 9h30 os ônibus estão chegando com cerca de 20 minutos de atraso a Jundiaí. O número de ônibus atrasados, a quantidade de passageiros prejudicados e o número de ônibus extra não foram, entretanto, informados.   

Com informações da repórter Luciana Félix, da AAN  

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