Publicado 27 de Agosto de 2013 - 8h12

Os 26 novos leitos de internação criados na Casa de Saúde, em Campinas, estarão liberados hoje à população, assim que o prefeito Jonas Donizette (PSB) assinar o convênio com a direção do hospital, em uma cerimônia marcada para as 9h30, na unidade. A previsão era que os espaços fossem abertos em julho, o que não aconteceu por causa da necessidade de reformas e adaptação. A parceria com o hospital, para que passe a atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foi uma medida tomada pelo prefeito para aliviar o déficit de leitos em Campinas, uma vez que as unidades particulares possuem vagas ociosas, mas faltam recursos para que entrem em operação.

Ao todo, serão 96 novos leitos em Campinas abertos por meio de parcerias como essa. Além da Casa de Saúde, o plano prevê também inaugurar novos espaços na Santa Casa de Misericórdia, 70 ao todo, 40 com administração própria e mais 30 administrados pela Beneficência Portuguesa, que afirma não ter estrutura suficiente para abrigá-los.

Segundo a Secretaria de Saúde, para a abertura dessas outras vagas ainda é preciso realizar algumas adequações, como reforma em banheiros e, depois, passar pelo aval da Vigilância Sanitária. A Prefeitura não deu prazo para que elas sejam inauguradas. Em entrevista anterior, o secretário de Saúde, Carmino Antonio de Souza, afirmou que os procedimentos estão avançados e que devem ser liberados “em breve”.

Na Casa de Saúde os banheiros tiveram de ser reformados, uma vez que nos quartos que atenderão pelo SUS funcionava a maternidade. Por isso, o hospital somente recebeu aval da Vigilância quando o local foi adaptado também aos pacientes masculinos. A reportagem tentou ontem contato com a direção do hospital, sob o comando de Odete Pregnolatto, mas não conseguiu localizá-la até o fechamento desta edição. Além das reformas, também são necessárias a contratação de profissionais e a organização das equipes de trabalho. Para o funcionamento desses leitos, o custeio será feito pelo governo federal, por meio do SUS, que repassará R$ 500,00 por mês relativos à cada vaga.

Falta de leitos

A falta de leitos é um problema que impacta o sistema público. São cerca de 60 em falta, oficialmente. Em abril, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) realizou uma vistoria no hospital Mário Gatti e encontrou uma situação precária, com pacientes internados em macas nos corredores. A situação reflete nos prontos atendimentos, que deveriam manter pacientes apenas para observação, mas pessoas permanecem internadas por 15 dias.