Publicado 23 de Agosto de 2013 - 9h04

Por Agência Anhanguera de Notícias

A lua alaranjada chamou a atenção nos últimos dias em Campinas e cidades do Estado, como Ribeirão Preto (foto): a mudança de cor é provocada pela atmosfera carregada nesta época de tempo seco, agravada pela poluição e fumaça das queimadas, fatores que também mudam a cor do Sol

Luis Cleber/AE

A lua alaranjada chamou a atenção nos últimos dias em Campinas e cidades do Estado, como Ribeirão Preto (foto): a mudança de cor é provocada pela atmosfera carregada nesta época de tempo seco, agravada pela poluição e fumaça das queimadas, fatores que também mudam a cor do Sol

Nos últimos dias, nos finais de tarde, a imagem de uma Lua alaranjada tem chamado a atenção de muitas pessoas em Campinas. Alguns apostam tratar-se de um fenômeno, mas tudo não passa de uma alteração da imagem provocada pela atmosfera carregada durante o tempo seco. Isso acontece quando a luz da Lua penetra a atmosfera e interage com os gazes presentes, inclusive o nitrogênio e oxigênio, sofrendo uma dispersão e deixando passar com mais facilidade a luz vermelha. O fenômeno é observado no horizonte por que a luz lunar percorre um espaço muito maior na atmosfera do que quando a mesma está na vertical, com isso a sua dispersão é maior. A poluição e a fumaça provocada pelas queimadas também contribuem para esse efeito de dispersão em dias secos. Pela mesma razão o Sol também fica vermelho ao por do sol. Nas redes sociais, muitos postaram fotos chamando a atenção para a beleza do que viram.

O astrônomo do Observatório Municipal de Campinas "Jean Nicolini", Julio Lobo, diz que as queimadas também contribuem para essa aparência diferente da Lua, algo entre o vermelho e o alaranjado. Já após períodos de chuva e frio, o céu — também com uma menor presença de agentes poluidores — fica mais limpo e isso também possibilita uma imagem exuberante do satélite natural do planeta Terra. De uma forma ou de outra, Lobo comemora que as pessoas estejam mais atentas a esses detalhes. “As pessoas estão prestando mais atenção ao que ocorre no céu e isso é gratificante para nós”, afirma o astrônomo, informando que a média de público no Observatório tem provado esse aumento de interesse. Todos os domingos, o local, que fica no Pico das Cabras, no distrito de Joaquim Egídio, chega a receber até 200 visitantes. “Se formos pensar que o local é um dos pontos de visitação pública mais distantes do Centro de Campinas, essa grande presença de pessoas é algo muito positivo”, diz. O observatório abre todos os domingos, das 17h às 21h. A idade mínima para observar ao telescópio é de

5 anos. Para a visita é cobrada uma taxa de R$ 4,00 por pessoa e meio-ingresso a R$ 2,00, sendo isentos crianças até 6 anos e adultos a partir de 60 anos. Informações no site www.observatorio.campinas.sp.gov.br.

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