Publicado 12 de Agosto de 2013 - 7h49

Por Inaê Miranda

Construção de terceira faixa no Km 106 da Rodovia Anhanguera: tráfego intenso, mesmo fora dos horários de pico, exige dos motoristas e motociclistas atenção redobrada para evitar acidentes

Carlos Sousa Ramos/AAN

Construção de terceira faixa no Km 106 da Rodovia Anhanguera: tráfego intenso, mesmo fora dos horários de pico, exige dos motoristas e motociclistas atenção redobrada para evitar acidentes

Máquinas, operários por todos os lados, trânsito caótico e travado. Trafegar pelas rodovias que cortam Campinas e as 19 cidades da Região Metropolitana tornou-se uma odisseia para os motoristas. Atualmente, em sete vias há trechos em obras, incluindo duplicação, construção de marginais e recapeamento. O investimento ultrapassa os R$ 500 milhões e os benefícios serão muitos. No entanto, enquanto eles não chegam, os condutores padecem com o trânsito lento e os riscos inerentes às obras. E precisam ter paciência extra e atenção redobrada.

Na Rodovia Anhanguera (SP-330), os trechos com obras para construção de marginais e terceiras faixas vão do Km 71 ao Km 120. O investimento será de R$ 102,1 milhões e a previsão de conclusão é abril de 2014. De acordo com a concessionária AutoBAn, as obras geram mais de 2.200 empregos e beneficiarão milhares de pessoas. Por enquanto, o que se vê são homens trabalhando, placas de sinalização e máquinas que não param. Segundo usuários, o trânsito, que já costumava apresentar problemas em dias normais, piorou desde o início das obras, mesmo fora dos horários de pico. “Fica completamente parado pela manhã. Até terminar, vai continuar complicado”, reclamou o ajudante de motorista Francisco da Silva.

Os reflexos são verificados também nas ruas e nos bairros às margens da rodovia. Além de enfrentar a Anhanguera todos os dias, o frentista Carlos Beltran trabalha num posto de combustível em frente a um trecho em obras e acompanha de perto as complicações no trânsito. “Todos os dias, a rodovia fica travada pelo fluxo, mas, principalmente, pelas obras.

Frequentemente, acontecem batidas. Outro problema é que a Rua Batista Raffi tem sido usada como marginal. Além das crateras que estão se formando, motoristas e motociclistas vêm da rodovia em alta velocidade, provocando acidentes. Outro dia mesmo, um caminhão bateu na traseira de um micro-ônibus que parou no ponto”, contou o frentista.

Na Rodovia D. Pedro I (SP-065), pelo menos três trechos estão em obras. Entre elas está a implantação das marginais no trecho entre o Km 129 e o Km 145, em Campinas. A primeira etapa, entre o Km 134 e o Km 140, deve ser concluída até o final deste ano, conforme a concessionária Rota das Bandeiras. O outro trecho depende da obtenção de licença. A intersecção das rodovias D. Pedro I e Governador Doutor Adhemar Pereira de Barros (SP-340) também passa por melhorias, com previsão de conclusão em dezembro. A concessionária informou que não há intervenção no trânsito devido às obras e que, se há necessidade de interdição, a mesma é feita de forma alternada, sem necessidade de bloqueio total.

Morador de Cosmópolis, o pedreiro Jairo Martins Ferraz trabalha numa obra no Parque das Universidades, em Campinas, e, diariamente, enfrenta o tráfego intenso das rodovias Professor Zeferino Vaz (SP-332) e D. Pedro I para chegar ao emprego. “Está complicado. O trânsito está sempre lento nas duas rodovias”, relata. Segundo a comerciante Leonita Juzenas, os serviços de drenagem e pavimentação no acesso principal ao distrito de Barão Geraldo, no Km 139 da D. Pedro I, têm provocado transtornos aos motoristas e prejuízos ao seu estabelecimento. “Está horrível. Acontece um acidente atrás do outro e o movimento no meu comércio parou porque não dá para entrar. Aproveitei para fechar e fazer uma reforma”, disse.

A Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101) passa pela segunda etapa de duplicação, entre o Km 14,6 e o Km 25,7, além de construção e readequação de acessos, retornos, pontes, passarelas e pontos de ônibus. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos em 2014. Os motoristas reclamam do trânsito carregado e dos riscos de acidentes.

Outras rodovias importantes da Região Metropolitana de Campinas, como a Santos Dumont (SP-075), também passam por intervenções. O investimento nas dez obras em andamento nas rodovias que cortam Campinas é de aproximadamente R$ 535 milhões. As concessionárias afirmam que medidas de segurança para a realização dos serviços estão sendo adotadas e que, com a conclusão das melhorias, haverá maior fluidez do tráfego e conforto ao usuário.

Escrito por:

Inaê Miranda