Publicado 10 de Agosto de 2013 - 8h33

O secretário de Transportes Sérgio Benassi, criticou a paralisação de parte dos rodoviários de Campinas. Ele afirmou que há “ingredientes políticos em jogo” que não podem interferir no andamento da cidade. Durante o dia, ainda sem um acordo para o fim da greve, a Prefeitura acionou o Tribunal Regional do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho para garantir ônibus nas ruas desta sexta-feira (9). 

Benassi afirmou que respeita o movimento, mas ponderou. “Todo mundo respeita o direito de luta sindical, mas lugar de ônibus em greve não é na rua, é na garagem. Respeito o conflito, mas a cidade também tem que ser respeitada, na mesma medida.”

Ele resumiu o ato como “político” e disse que o motivo da paralisação foi injustificável. “Há ingrediente políticos de disputa sindical e outros que não consigo avaliar que estão contaminando o processo. Como é que pode plano médico parar a cidade? Plano médico acerta em mesa redonda. É inaceitável essa paralisação.”

No final da tarde, quando a greve ainda não havia sido encerrada, a Emdec conseguiu uma liminar no TRT que garante o mínimo de 70% da frota em operação no horário de pico e de 50% nos demais horários, finais de semana e feriados. A pena pelo descumprimento é de R$ 50 mil por dia ao sindicato da categoria. A decisão foi assinada pelo desembargador Nildemar Ramos da Silva.

Também já havia sido preparado um Plano de Emergência para o atendimento dos usuários do transporte público de Campinas, caso a greve continuasse hoje. Durante a paralisação, a Emdec realizou autuações por descumprimento de ordem de serviço e aplicará multa de 100 UFCs (aproximadamente R$ 248,00) por viagem não realizada. Ainda não há um levantamento sobre o número de viagens não cumpridas durante a greve.