Publicado 09 de Agosto de 2013 - 7h39

Por Ricardo Fernandes

Diversas vias da cidade estão congestionadas por conta de bloqueios formados por coletivos

Dorinaldo Oliveira/ Correio Popular

Diversas vias da cidade estão congestionadas por conta de bloqueios formados por coletivos

Mais uma manhã complicada para o campineiro por conta de greve no transporte público. A população foi surpreendida com mais uma paralisação dos ônibus nesta manhã de sexta-feira (9). Diversas vias da cidade estão congestionadas por conta de bloqueios formados por coletivos estacionados nos principais cruzamentos de Campinas. A Avenida Lix da Cunha, por exemplo, está totalmente parada e os passageiros desembarcam dos coletivos e seguem seus destinos a pé.

Foto: Moara Semeghini/Correio.rac.com.br

Ônibus parados na Rua Sete de Setembro, na Vila Industrial, em Campinas

Ônibus parados na Rua Sete de Setembro, na Vila Industrial, em Campinas

Os ônibus chegaram a sair das garagens e, sem ainda uma explicação, interromperam os itinerários, como em um movimento orquestrado, nos inícios de seus trajetos. Viaduto Cury, Avenida João Jorge, Avenida Senador Saraiva, Prestes Maia, congestionadas. Reflexo no trânsito por toda a cidade. Os reflexos são sentidos também nas rodovias por conta dos gargalos nas entradas e saídas de Campinas.

Foto: Moara Semeghini/Correio.rac.com.br

Ônibus parados na Rua Sete de Setembro, na Vila Industrial, em Campinas

Ônibus parados na Rua Sete de Setembro, na Vila Industrial, em Campinas

Oficialmente, somente as 55 linhas da VB-3 (verde) estão em greve, mas, por efeitos dominó, . Segundo funcionários, o movimento é por conta da troca do convênio médico oferecido aos empregados pela empresa. 

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) informou que a situação no trânsito de Campinas está em observação. Por volta das 5h, havia ônibus extras suprindo as linhas paradas na região de Barão Geraldo - que desde a noite de quinta (8) seguiam parados. Mesmo os motoristas que não quiseram aderir ao movimento, segundo a Emdec, foram obrigados a parar por razão dos bloqueios.

A operação dos serviços do eixo Cosmópolis/Paulínia e Monte Mor/Hortolândia /Sumaré ficou comprometida com a paralisação de 85 linhas intermunicipais, informou a Emtu. 

Pelas ruas, a população, que foi pega de surpresa pela paralisação, tem opiniões diversas. A estudante Gabriela Mascanha apóia a greve e clama por melhorias no serviço. "Acho necessária a paralisação. O poder publico precisa melhorar as condições do transporte público da cidade. Se melhorar para os motoristas, a população sente as consequências", disse. Já a recepcionista Aparecida de Souza, que seguia rapidamente para seu trabalho a pé, disse que não sabia de nada até chegar em seu ponto na João Jorge. "Agora tenho que correr".

Segundo a assessoria de imprensa da Transurc, em reunião entre diretoria e funcionários, foram passados detalhes sobre o novo plano de saúde e os colaboradores compreenderam que ele é mais abrangente e vantajoso. Ainda em nota, a Transurc informou que não haverá co-participação no pagamento de consultas no Centro Médico AMIL/Rodoviários, a ser implantado em até 90 (noventa) dias, contados de 01/08/2013.

Diversas vias da cidade estão congestionadas por conta de bloqueios formados por coletivosDesde cedo, leitores entraram em contato com a redação do Grupo RAC questionando a paralisação. Pelo Facebook do Correio Popular, internautas mandam mensagens sobre o tema.  "Entendo o direito deles de reivindicarem melhorias, mas a população precisa trabalhar", postou Vivi Cruz. "Não tem nenhum ônibus no terminal de Hortolândia e segundo os fiscais todos os motoristas e cobradores estão fazendo greve", contou Andréia Valadares. "Pensa que é fácil sair de um plantão de 12 horas noturnas e ter que descer do ônibus e vir a pé? Isso já deu, a população é sempre a mais prejudicada e ninguém faz absolutamente nada", protestou Rosana Silva.

Histórico

Na quinta-feira (8), motoristas e cobradores de ônibus da empresa VB Transportes - que opera 55 linhas na área 3 (verde) - não saíram da garagem em Campinas. O movimento, que deixou 283 ônibus parados na garagem da empresa, atingiu cerca de 75 mil usuários. A paralisação começou às 6h e durou aproximadamente 12 horas. Somente por volta das 17h, os veículos voltaram a circular normalmente. 

População foi pega de surpresa e precisou seguir a pé

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Com informações do repórter Douglas Fonseca/ AAN

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Ricardo Fernandes