Publicado 09 de Agosto de 2013 - 6h00

Por Agência Anhanguera de Notícias

Paralisação começou às 6h e durou aproximadamente 12 horas; só por volta das 17h, os veículos voltaram a circular normalmente

Gustavo Tilio/Especial para a AAN

Paralisação começou às 6h e durou aproximadamente 12 horas; só por volta das 17h, os veículos voltaram a circular normalmente

Uma greve inesperada de motoristas e cobradores de ônibus da VB-3, que opera a linha verde em Campinas, pegou pelo menos 65 mil usuários de surpresa.

A paralisação começou às 6h e durou aproximadamente 12 horas. Somente por volta das 17h, os veículos voltaram a circular normalmente.

Segundo funcionários, o movimento foi relacionado à troca do convênio médico oferecido aos empregados pela empresa. Uma cobradora, que não quis se identificar, afirmou que o desconto do plano na folha de pagamento ficou mais caro para os colaboradores.

Ao todo, 55 linhas ficaram paradas. As regiões afetadas pela greve foram Barão Geraldo, Amarais e Abolição.

Com a greve, os serviços de táxi ficaram congestionados e a espera por um carro chegou a meia hora nos bairros atingidos.

A assistente administrativa Júlia Alves, de 40 anos, falou que ficou surpresa ao ver dezenas de pessoas no ponto de ônibus ao sair para trabalhar, no Jardim Esmeraldina.

"Fui informada que desde às 6h não tinha ônibus passando. Muitas pessoas desistiram de ir trabalhar e voltaram para casa. Por sorte eu consegui uma carona para o Centro com um conhecido", contou.

Os funcionários ficaram concentrados durante todo o dia em frente à garagem da empresa no bairro Bonfim.

A Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) informou que as atividades teriam começado a se normalizar por volta das 16h, após reunião com a diretoria da empresa, na qual o grupo teria recebido explicações sobre as mudanças feitas no benefício.

Segundo a Transurc o plano antigo custava R$ 71,00 e a maior parte desse valor era custeado pelas próprias concessionárias. Hoje, o plano da Amil em vigor custa R$ 79,99. A empresa explicou que 55% do valor será bancado pelas empresas e 45% pelos funcionários (R$ 36,00).

No acordo, estão previstas três consultas anuais gratuitas e, a partir da quarta consulta, a Amil cobra uma taxa de R$ 25,00.

A empresa de convênio médico estipulou um valor de R$ 2,00 para os exames simples e R$ 10,00 para s exames mais complexos.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários em Campinas e região informou que não teve participação na paralisação e fará uma cartilha para explicar à população os motivos do protesto.

A entidade informou ainda que faltou esclarecimento para os funcionários dos benefícios do plano. Para o sindicato, a diferença é benéfica porque aumenta a qualidade do atendimento.

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