Publicado 26 de Agosto de 2013 - 9h32

Por France Press

Seedorf chegou ao Botafogo em 2012 e já se sente um pouco brasileiro

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Seedorf chegou ao Botafogo em 2012 e já se sente um pouco brasileiro

O veterano holandês Clarence Seedorf, jogador do Botafogo, afirmou que se sente um pouco brasileiro, em uma entrevista ao site da Fifa.

"Eu me sinto um pouco brasileiro, sim. É um elogio... Depois de assistir a Copa do Mundo de 1986, meu pai teve que me acalmar quando o Brasil perdeu para a França, porque comecei a chorar com raiva: aquele era o último torneio de Zico. O futebol para mim era aquilo", disse Seedorf.

O jogador nascido no Suriname, de 37 anos, chegou ao Botafogo em 2012 depois de 10 temporadas no Milan. Antes jogou três anos na Inter de Milão e três no Real Madrid.

"O diferente é a disciplina, a aplicação tática. Na Europa há mais destaque na disciplina que aqui. Aqui há muito mais talento puro, mais qualidade individual. Não estou dizendo que lá não hpa qualidade ou que aqui não existe tática", comentou.

"Fora de campo, também há diferenças. Quem vive e joga na Europa viaja, no pior dos casos, quatro horas para ir a uma partida, como por exemplo durante a Liga dos Campeões. Os deslocamentos aqui... de Porto Alegre a Bahia são quatros horas e meia de viagem!", declarou Seedorf sobre sua adaptação.

O meia, formado no Ajax, com o qual conquistou a Liga dos Campeões de 1995, disputou 79 partidas pela seleção da Holanda e fez 11 gols.

Seedorf rapidamente virou o líder do Botafogo, que conquistou o campeonato carioca este ano e é vice-líder do campeonato brasileiro.

"É um grupo com muitas vontade de crescer, e rápido. O técnico está fazendo um trabalho maravilhoso. Dispõe de qualidade e de um grande grupo de jovens que estão fazendo a diferença pela evolução que estão demonstrando. Não é frequente ver tantos jogadores melhorando tão rápido", afirmou.

Seedorf também comentou sobre a influência que uma figura experiente como ele pode ter no restante do elenco.

"As pessoas só assistem aos 90 minutos da partida, mas antes disso passo muito tempo conversando com eles, fazendo perguntas... Dentro do campo falo muitas coisas porque temos posturas diferentes. Fora do campo é preciso abordar os assuntos de maneira mais pausada, com a ideia de que reflitam e cresçam", completou.

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