Publicado 12 de Julho de 2013 - 23h25

Por Paulo Santana

Uendel e seu pai Osni Gonçalves: lateral-esquerdo atinge marca difícil de ser alcançada nos dias de hoje

Elcio Alves/AAN

Uendel e seu pai Osni Gonçalves: lateral-esquerdo atinge marca difícil de ser alcançada nos dias de hoje

A camisa número 100 que o lateral-esquerdo Uendel usará na partida deste sábado (13), às 21h, no Majestoso, contra o Bahia, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro, já tem dono. Será entregue ao seu pai, Osni Gonçalves, que viajou 1.100 quilômetros desde a pequena cidade de Sombrio, no extremo sul de Santa Catarina, até Campinas especialmente para ver a marca histórica do filho. Em sua terceira temporada no Majestoso, Uendel agora se junta ao zagueiro Ferron e ao meia Adrianinho, únicos do elenco que ultrapassaram a casa dos 100 jogos pelo clube.

"Fico muito feliz e honrado por esta marca, ainda mais por se tratar de um clube como a Ponte que tem tanta história. É uma marca difícil de se atingir no futebol de hoje", reconhece Uendel, que veio do Grêmio por empréstimo em 2011 e, em maio deste ano, teve seus direitos econômicos adquiridos pela Ponte.

O técnico Paulo César Carpegiani, que jogou por apenas dois clubes em sua carreira (Inter e Flamengo), destacou a marca. "Isso é coisa que só existia antigamente. Hoje, os jogadores passam muito rápido pelos clubes. Esse longo tempo no clube é bom porque cria uma identificação com a torcida e um comprometimento maior com o clube. O Uendel está de parabéns porque 100 jogos não é para qualquer um", comenta.

Ferron, que já passou por isso, destaca a regularidade do companheiro. "O Uendel é um trabalhador e que sempre se dedica nos treinamentos. Está de parabéns", elogia. O pai Osni, que trouxe a esposa Dilseia para o jogo, gostou da homenagem. "É muito bom ver isso tudo que está acontecendo com ele. Estou muito feliz", diz.

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Paulo Santana