Publicado 11 de Julho de 2013 - 21h28

Por Paulo Santana

O meia Brian Sarmiento (à esq.) encara a Ponte como um desafio, assim como o lateral-direito Luís Advíncula

Rodrigo Zanotto/Especial para AAN

O meia Brian Sarmiento (à esq.) encara a Ponte como um desafio, assim como o lateral-direito Luís Advíncula

Apresentada nesta quinta-feira (11) pela Ponte Preta, a dupla "gringa" Brian Sarmiento e Luís Advíncula chegou ao Estádio Moisés Lucarelli esbanjando personalidade forte. O meia, que tem o apelido de "Carinha", não quis saber de comparação com seu compatriota Messi, o melhor jogador do mundo da atualidade. "Eu sou Brian Sarmiento e tenho meu estilo próprio", definiu. Já o lateral-direito, que faz parte da Seleção Peruana e é chamado de "El Rayo" por sua velocidade, não quer lembrar de Cicinho, o ex-dono da posição. "Não venho para substituir ninguém. Venho para trabalhar e fincar meu nome", avisa.

Brian já teve sua situação regularizada e, caso necessite, o técnico Paulo César Carpegiani poderá utilizá-lo no jogo com o Bahia, sábado (13), pela sétima rodada do Brasileirão. "Sempre que um atleta chega a uma equipe, o sonho é fazer um bom trabalho. Jogo meu jogo e procuro fazer o melhor", diz o atleta, que foi contratado do All Boys, da Argentina, mas teve várias passagens por clubes da segunda divisão da Espanha.

O armador não quis falar sobre suas principais virtudes. "Quando assistirem ao meu primeiro jogo, vão poder me avaliar. Na verdade, meu jogo é vistoso. Gosto de armar jogadas para os atacantes. No All Boys, fui muito bem e encaro a Ponte Preta como um grande desafio. Oxalá, possa conseguir tudo de bom aqui."

Advíncula, que é companheiro de Ramirez na Seleção Peruana, estava jogando pelo Hoffenheim, da Alemanha. Como está retornando das férias, acredita estar com 60% de sua capacidade máxima. Nesta quinta, fez apenas trabalho físico e falou sobre a extensa lista de apelidos. "São brincadeiras que fazem. Coisa que começou com um companheiro do Peru. Sou forte e rápido, mas acho que não tenho muita semelhança com o Bolt", analisa El Rayo, que também já foi chamado de Usain Bolt e até de Sabão, por sua rapidez e velocidade em campo.

Advíncula acredita que jogar o Brasileirão é a grande oportunidade para se projetar internacionalmente. "O futebol peruano vem passando por um bom momento. Estamos lutando por uma classificação para a Copa e fico muito feliz por estar na grande vitrine que é o futebol brasileiro. Acho que não terei problema para me adaptar aqui na Ponte" confia.

A diretoria da Macaca ainda tenta a contratação de mais um zagueiro e um armador. "Estamos observando, mas o mercado realmente está um pouco complicado. Além dos altos valores, existe uma carência de atletas de boa qualidade", lamenta o gerente de futebol Marcus Vinícius.

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Paulo Santana