Publicado 13 de Julho de 2013 - 7h02

Por Carlos Rodrigues

Durante toda a semana, o técnico Tarcísio Pugliese deu atenção especial às jogadas de frente: objetivo é tornar a equipe mais agressiva

Erica Dezonne/AAN

Durante toda a semana, o técnico Tarcísio Pugliese deu atenção especial às jogadas de frente: objetivo é tornar a equipe mais agressiva

O Guarani tem a melhor defesa da Série C do Campeonato Brasileiro, está invicto e no G4 da competição. A situação é boa, mas um aspecto ainda causa atenção especial: a produtividade ofensiva. Com apenas um gol marcado em três partidas — em uma cobrança de pênalti —, o Bugre sofre com o número baixo de chances criadas e espera, no jogo de domingo (14), contra o Barueri, acertar o pé e mostrar que pode ser equilibrado em todos os setores.

Durante toda a semana de preparação para a partida, o técnico Tarcísio Pugliese fez questão de trabalhar muito nesse sentido. O objetivo é tornar o time mais agressivo e fazer com que a bola chegue mais vezes em condições de finalização. Para viabilizar essa tarefa, as jogadas de linha de fundo com os laterais e a projeção dos meias foram bastante enfatizadas.

"Temos que ficar mais tempo com a bola na frente e fazer com que ela chegue com mais qualidade próximo ao gol adversário. Trabalhamos bastante isso durante toda a semana e tentamos definir algumas situações diferentes para que realmente tenhamos mais chances reais de gol", afirma Pugliese.

Um trunfo do treinador é o bom momento do Guarani na defesa. Pugliese quer usar isso para incutir nos jogadores a confiança de que, com a retaguarda bem guarnecida, é possível ter um comportamento mais audacioso. "Temos uma segurança defensiva muito grande e isso tem que gerar um comportamento mais ofensivo. O atleta tem que sentir isso no campo: se ele arriscar e perder a bola, a gente vai recuperar. Com esse pensamento, o jogador vai arriscar um pouquinho mais", explica.

Responsáveis por fazer a bola chegar em condições para os finalizadores, os meias sabem que o Bugre anda devendo na hora de balançar a rede. Por isso, a ordem é mudar a postura. "Estamos marcando muito e, às vezes, esquecendo da parte ofensiva. Estão crucificando o Nena porque ele não fez gol, mas se a bola não chegar bem nele, não tem como fazer", destaca Ewerton Maradona, referindo-se ao jejum do atacante da equipe.

Até os defensores sabem que são parte importante no processo. Mesmo sem ter como missão principal a tarefa de marcar gols, eles se candidatam a ajudar o Guarani a melhorar nesse sentido. "Todo o time se ajuda, seja defensiva ou ofensivamente, tanto que, numa bola parada, eu e o Julio Cesar vamos para a área. Logo, nosso time vai começar a marcar os gols e vamos encontrar esse equilíbrio que tanto estamos procurando", avalia o zagueiro Paulão.

Escrito por:

Carlos Rodrigues