Publicado 13 de Julho de 2013 - 5h00

Avião da FAB 1

Bi Rodrigues

Diretor de filmes, Campinas

Muito se diz que, ao usarem aviões da FAB, os políticos fazem o povo de palhaço. Sr. Renan, nós não somos palhaços não. Papel de palhaço fez você ao renunciar para não ser cassado por corrupção. Palhaço foi você assumindo a presidência do “circo”. Cara de palhaço era a sua ao querer tirar proveito do movimento das ruas. Palhaço foi você dizendo que não devolveria o dinheiro ao usar o “veículo” do “circo”. Mais palhaço ainda foi quando voltou atrás e disse que devolveria. Definitivamente, não somos nós os palhaços. Quanto ao ministro Garibaldi e a Henrique Alves (presidente da Câmara), sem comentários. Foram patéticos. Que bom ter a democracia, que nos permite desabafar neste veículo livre que é o Correio Popular e dizer na cara de vocês: palhaços!

Avião da FAB 2

Francisco Samuel Fiorese

Aposentado, Campinas

A FAB (Força Aérea Brasileira), pelo noticiário, está a serviço dos políticos e, vez por outra, para dar espetáculos com a esquadrilha da fumaça. Não seria mais útil se ela vigiasse as nossas fronteiras para impedir a entrada de drogas e armas? Já sei: é melhor cuidar dos drogados, mortos, feridos e criminosos do que envolver-se com esse negócio de tráfico internacional de armas e drogas, porque esse ramo, muito rentável, está nas mãos de gente poderosa, pessoas de alto coturno na linguagem militar e poderia criar até problemas diplomáticos tanto com os países vizinhos, como com destinatários europeus ou de outros continentes, pois o valor envolvido rivaliza com o petróleo.

Protesto

José Reginaldo Luciano

Faturista, Campinas

Passada a euforia dos protestos que levaram o povo às ruas, no qual eu me incluo, pois fui no primeiro dia histórico que lotou o Centro de Campinas - foi de uma emoção sem igual ver gerações diferentes sendo comandadas por jovens apartidários — a continuidade desses protestos alavanca a necessidade de uma bandeira, pois, como no esporte, não se disputa campeonato sem ter um time. O povo já deu seu recado, mas para que se possa mudar o rumo político é preciso representatividade e como fazer isso daqui pra frente é que é a questão. Os partidos já existentes estão sem apoio popular e criar um novo partido, sem que os velhos lobos possam se infiltrar entre os que querem realmente mudanças, é a questão a ser resolvida.

Reforma 1

Tavirio Villaça

Aposentado, Campinas

Parece até que esses políticos estudaram na mesma escola, tais as semelhantes estratégias demagógicas que insistem em aplicar. Esse ensaio de reforma política proposto pela “dona do País” nada mais é do que uma cortina de fumaça, tentando embaçar os olhos do povo. Só que o povo, dona Dilma, parece que não é mais aquele com quem a senhora estava acostumada. Fique mais esperta porque os tempos estão mudando.

Reforma 2

Alcínio S. Daher

Professor, Campinas

Para mudarmos a situação política atual temos que resgatar os valores humanos que, infelizmente, foram deixados de lado por muitos, como a ética, moral, compromisso, responsabilidade, honestidade, união, trabalho, perseverança, compaixão, fé, respeito, humildade e outros. Temos que diminuir o número de partidos para no máximo 10 (por exemplo: PT, PSDB, PSB, PDT, DEM, PPS, PC do B, PSOL, PV, PMDB), e os políticos deveriam se encaixar no programa que cada partido tem; reduzir o número de deputados federais e estaduais; diminuir o número de vereadores, senadores (…); acabar com a reeleição em todos os níveis; acabar com o excesso de indicação de cargo de confiança, que deverá ser ocupado por funcionário de carreira e concursado; reduzir o número de ministérios para 15, colocando pessoas competentes e preparadas para trabalhar em cada um deles (e no Brasil temos).

Lalau

Carlos Roberto Espíndola

Engenheiro-agrônomo, Paulínia

A devolução dos milhões desviados pelo juiz do TRT de São Paulo aos cofres públicos da Nação, da sua conta da Suíça, teve o seu processo, de certa forma, correndo em paralelo com o do nosso ex-governador Maluf, que sempre jurou publicamente não possuir depósitos bancários no Exterior. Esse parlamentar continua com a sua condição garantida por uma espúria condição de imunidade parlamentar. Nossas instituições políticas são capazes de, em curto prazo, minimizar o silêncio dos protestos de rua, em matérias como o preço dos transportes públicos, mas nunca serão capazes de encarar a tal “imunidade” que denigre a imagem do nosso País, que, não obstante nosso avanço econômico-financeiro mundial, não nos livra da imagem de uma “Republiqueta das Bananas” que se consagrou na nossa história.

Desigualdades

Sinésio Müzel de Moura

Consultor, Campinas

As questões urbanas nas grandes cidades como São Paulo e Campinas estão no limite do caos e isso já dura mais de cem anos. No recente incêndio na favela de Heliópolis, em São Paulo, em 5/7, os moradores tiveram que dormir nas calçadas. Eles fazem parte do Brasil sem privilégios e sem benefícios (...), do Brasil sem garantia de moradia e de infraestrutura urbana, e isso vem desde de 1888. Fazem parte do Brasil onde “o eles podem” se enraizou na nossa cultura política e social; no Brasil onde mais de 50% do esgoto não é coletado ou tratado. A miséria no Brasil existe e é maior do que os benefícios e os privilégios que são exclusivos.

Ponte Preta 1

Marcos Lucas Cerone

Consultor técnico, Campinas

As notas e os comentários do jornalista Paulo Santana refletem bem o desinteresse que foi o jogo da Ponte contra o Nacional do Amazonas. Ficou nítida a vontade da Ponte de perder para se classificar para a Sul-americana. Culpa do regulamento da CBF, pelo qual o time tem que perder uma competição para poder participar de outra. Pobre do nosso futebol decadente.

Ponte Preta 2

Celso Mello

Servidor público, Campinas

Infelizmente, a Ponte Preta contra o Nacional de Manaus teve seu dia de Anderson Silva! Quero ver a cara da diretoria ao pedir o apoio da torcida em outros jogos. Lamentável!

Maioridade penal

João Carlos Rubim

Aposentado, Campinas

Um bandido que tenha menos de 18 anos pode matar para roubar, pode queimar pessoas por pura crueldade e continua com toda a liberdade, continua “ficha limpa”. O seu rosto não pode ser mostrado. Pode vir a ser presidente da República. Se mais de 90% da população não concorda com isso, por que os políticos não mudam as leis?