Publicado 12 de Julho de 2013 - 5h00

Patriotismo

Milton Dante Albieri

Adm. de empresa, Campinas

Servi à Pátria em 1977. Tinha orgulho de vestir a minha farda verde oliva, calar a minha baioneta no meu FAL e estar sempre pronto para defender a nação. Me orgulhava de cantar o Hino Nacional do Infante e o hasteamento da nossa bandeira, na qual está escrito “Ordem e Progresso”. Hoje temos progresso, mas perdemos a disciplina. Que democracia é essa que não tem leis, normas (…)? Por nossas fronteiras sem proteção entram armas, todos os tipos drogas, viciando e matando os nossos jovens. O povo está sem proteção, pois temos uma polícia despreparada e alguns estão envolvidos com a marginalidade. Nossas crianças crescem sem saber cantar o Hino Nacional e os outros hinos que falam da história de nosso povo. Hoje, nossos generais dormem em berços esplêndidos, enquanto os políticos que se encontram no poder querem se eternizar e transformar a nossa “Pátria Amada Brasil” em um País chamado Cuba. Cadê o amor febril pelo Brasil?

Privilégios

Amílcar Lahoz Romero

Advogado, Campinas

Até quando os políticos vão esperar uma ação mais contundente da parte do povo, espoliado, ofendido em seus direitos, sem uma mudança imediata e radical? Os privilégios são absurdos numa crise em que vivemos. A presidenta Dilma concedeu diárias de mais de R$ 500,00 para os políticos irem assistir os jogos da Copa das Confederações; os presidentes do Senado e da Câmara usaram aviões da Força Aérea Brasileira para seus momentos de lazer; o governador do Rio usa helicóptero para percorrer 10 quilômetros até seu palácio, gastando milhões do dinheiro público quando poderia evitar. Até quando vamos tolerar tantos desmandos, corrupção, privilégios exagerados da parte desses pseudorrepresentantes do povo? Pelo visto ainda não tomaram conhecimento da gravidade da situação. Sem desejar ser exagerado, convém aos políticos brasileiros terem na memória a Revolução Francesa e suas consequências.

Ceasa

Gabriel Araújo dos Santos

Escritor, Campinas

Diante do entusiasmo com o qual tem sido anunciado o retorno da feira de frutas e legumes na Ceasa, pelo que observei, a iniciativa parece não terá vida longa. Um extenso corredor sem saídas laterais e espaço de três metros de largura para a clientela são um bom exercício para quem deseja perder peso, tal o malabarismo para se livrar das trombadas e o esforço para carregar as sacolas. Filas para comprar, filas para pagar! Até que poderia valer a pena se os preços fossem convidativos. (…) Escutei um senhor falando ao celular: “É enganação pura, isso aqui é programa de índio!” Ainda bem que não havia nenhuma borduna por lá. Nem flecha. Porém, valeu, pelo menos matei a vontade de minha mulher, a minha também. Fui, vi, não volto lá mais.

Deturpação

Fabio Biral

Jornalista, Campinas

Vêm se consolidando no País deturpações que impedem que atos inerentes à Administração pública (federal, estadual e municipal) tenham eficácia e eficiência para atender as demandas da saúde, educação, sociais, econômicas e ambientais da população. Deputados, senadores e vereadores deveriam ter função legislativa, e o governo, a função executiva. Porém, ocorre uma verdadeira “misturança”, o Legislativo quer exercer a função do Executivo, e este último se dobra, via alianças, para ter o apoio do Legislativo. A competência dos ministros indicados por partidos é questionada nas funções que venham a ocupar nos cargos executivos, pois suas ações visam satisfazer a demanda político-partidária e não a demanda política, cujas ações se identificam com a população. Uma vez feita a escolha dos mandatários, eles deveriam saber reconhecer as pessoas que tenham competência administrativa nos vários setores que compõem os serviços do Executivo.

Trânsito 1

Washington S. Castro

Aposentado, Campinas

O sistema de trânsito que é empregado aqui em Campinas parece uma piada de péssimo gosto. O pior é que essa situação crítica não está nascendo agora, mas já vem herdada de governos anteriores. Estudos são feitos, mas a prática deixa de existir. Hoje temos um trânsito extremamente truncado, embolado até para quem aqui vive há muito tempo. Imaginem então as dificuldades encontradas pelos visitantes! O que precisa ser feito é simples: basta passar a borracha em tudo que existe e projetar tudo de novo, mas com planejamento, até com certa ousadia, pensando no futuro de Campinas. Nossa cidade precisa sair urgente desse marasmo administrativo em que se encontra atualmente, e passar a se comportar como uma metrópole com mais de 1 milhão de habitantes.

Trânsito 2

Paulo Verinaud Mayer

Aposentado, Campinas

Lendo a reportagem neste jornal, dia 6/6, sobre gargalos no trânsito (42), indico aos “técnicos” da Prefeitura, que não enxergam a única solução para melhorar o trânsito nas avenidas apontadas como a Andrade Neves (Castelo), a Francisco José de Camargo Andrade (Jd. Chapadão) a Alberto Sarmento (Castelo), a Luiz Smânio (Jd.Chapadão) e a rua Joaquim Vilac (Vl.Teixeira): a abertura da Avenida Getúlio Vargas, que já tem a área demarcada. É só fazer as obras de infraestrutura e pavimentação, sem nenhuma desapropriação. (…)

Campo Belo

Edmilson Siqueira

Jornalista, Campinas

Anunciar um subprefeitura para a região do Campo Belo, como fez o prefeito Jonas Donizette (PSB), não é uma forma inteligente ou prática de resolver o enorme problema causado pela incúria de antigos prefeitos que até incentivaram aquela invasão. Os problemas do bairro – extremamente carente em equipamentos públicos – são do conhecimento de todos e podem ser resolvidos sem uma nova subprefeitura. Basta ter verbas e, claro, vontade política. Porque é inacreditável que, em meio a tanta carência de verbas, como se lê diariamente na imprensa, o prefeito anuncie a criação de mais um órgão público que só vai agravar o problema financeiro, pois vai precisar de um subprefeito, de assessores, de servidores para a burocracia, de carros, motoristas, seguranças, uma sede alugada, equipamentos administrativos, máquinas, água, cafezinho etc. Não só vai ser mais um cabide de emprego, como vai diminuir mais ainda os recursos para a região. Lamentável.