Publicado 13 de Julho de 2013 - 5h00

Guto Silveira

CEDOC

Guto Silveira

Por 11 votos a cinco, os vereadores de Ribeirão Preto rejeitaram a convocação do secretário de Administração, Marco Antônio dos Santos, para prestar esclarecimentos aos vereadores sobre o pagamento de aluguéis, pela prefeitura, de prédios que não utiliza. No pedido de convocação, o vereador Ricardo Silva (PDT) apontou três prédios que deram e ainda dão prejuízos aos cofres públicos por não terem qualquer utilização. Em um dos casos o aluguel é pago há cerca de três anos, mas só agora poderá ser utilizado. Os prejuízos, segundo o vereador, chegam a R$ 600 mil. É algo mesmo difícil de explicar, mesmo para um secretário preparado e experiente como Marco Antônio dos Santos. Fosse um assunto mais fácil, ele tiraria de letra,mas não é. Os vereadores governistas disseram ter votado contra a convocação porque o secretário seria outro, ou outros. E prometeram aprovar as convocações do secretário da Casa Civil, Layr Luchesi Júnior, e das secretárias Maria Sodré (Assistência Social) e Débora Vendramini (Educação) os verdadeiros responsáveis pelo desperdício de dinheiro público, neste caso. Genivaldo Gomes (PSD) até argumentou que em um dos casos, o prédio para o um novo Centro Popular de Compras, na Rua General Osório, o problema foi de projeto. O difícil é convencer que por um erro de projeto a obra demore três anos. Os vereadores blindaram mesmo o governo.

ARICLENES CONVOCADO

Os mesmos vereadores que consideraram ruim a convocação de Marco Antônio dos Santos, e a rejeitaram, aprovara o “convite” ao diretor da Fundação hospital Santa Lydia, Ariclenes Garcia da Silva, que terá que explicar as dívidas do hospital que estão em atraso, incluindo a falta de pagamento a médicos e fornecedores. Esta também será uma explicação difícil, mas os vereadores querem ouvi-la. Sem blindagem.

VETO DERRUBADO

Com a ajuda da bancada governista, os vereadores rejeitaram o veto total da prefeita Dárcy Vera (PSD) a projeto do vereador Maurício Gasparini (PSDB) que cria o teste da linguinha em maternidades privadas. Os argumentos da Prefeitura no veto não se sustentaram. Entre as alegações estava a de que a lei provocaria despesas às secretarias municipais, mesmo sendo a determinação para hospitais privados. É o tal veto do carimbo, onde a atenção de quem o redige não é das melhores.

MENTIRA DO ÔNIBUS

O vereador Ricardo Silva (PDT) fez nesta quinta-feira (11), na Câmara, uma séria denúncia contra a Transerp. Com base em declarações do superintendente da empresa, William Latuf, e na inscrição contida nos próprios ônibus informando que os veículos foram fabricados em 2012, ele conseguiu mostrar, com documento do Detran-SP que pelo menos dois veículos são modelo 2009, que devem ter sido reformados. Se o vereador estiver certo, o assunto é grave.

TODOS NOVOS

Não se trata de uma mentira qualquer. Latuf chegou a declarar aos jornais que os veículos do consórcio vencedor da licitação do transporte seriam todos novos. Ricardo Silva diz que o contrato exige isso. E agora se descobre que os ônibus não são o que aparentam. É uma brincadeira de mal gosto e, possivelmente, um descumprimento de contrato. É por estas e outras que os políticos estão tão desacreditados. Se mentem em coisas tão fáceis de se descobrir, imagine nas difíceis.