Publicado 13 de Julho de 2013 - 19h16

Empresa substitui trilhos em ramal da Estação Cultura

César Rodrigues/AAN

Empresa substitui trilhos em ramal da Estação Cultura

Os trilhos do ramal que passa pela Estação Ferroviária Central, no entorno da Estação Cultura, em Campinas, começaram a ser trocados esta semana para manutenção. Cerca de três quilômetros de trilhos e dormentes serão substituídos por novas estruturas no ramal.

O trabalho deve ser realizado até a próxima quarta-feira (17). Apenas a linha utilizada pela empresa MRS Logística está passando pela manutenção e troca dos trilhos. A empresa não soube informar a data da troca anterior. No local há dois ramais férreos. O outro é utilizado pela América Latina Logística (ALL).

Funcionários começaram o trabalho de retirada dos trilhos antigos no início desta semana. Cerca de 10 homens estão trabalhando no local com a ajuda de uma máquina retroescavadeira. O ramal fica paralelo à Rua dos Expedicionários.

A mudança da estrutura férrea não alterou o desenho atual do pátio. Segundo a assessoria de imprensa da MRS, a ação é uma manutenção regular e preventiva contra acidentes. A assessoria da empresa também informou que a troca foi planejada e não irá atrapalhar as operações no local.

Teste

A empresa anunciou que começará a testar na região de Campinas os vagões double-stack, que carregam dois contêineres empilhados com capacidade de armazenamento de 28 caminhões, em sua malha. A companhia ainda não tem uma data definida para o teste, mas a intenção é iniciar o mais rápido possível.

A área onde está sendo feita a troca da estrutura férrea na estação sofre com a presença de usuários de droga que frequentemente são flagrados usando crack e cocaína no ramal férreo.

Em fevereiro deste ano o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), pediu à ALL (concessionária que administra a maior parte das áreas do local) que ceda os barracões que não estão mais sendo utilizados pela empresa para poder implantar nesses locais itens de segurança e evitar que sejam utilizados como esconderijos de usuários de droga e traficantes. A cessão, no entanto, depende do governo federal, proprietário dessas áreas. A Prefeitura ainda aguarda uma resposta para a solicitação.