Publicado 13 de Julho de 2013 - 19h04

Queda aconteceu quando a aeronave tentava aterrissar no distrito de Betel, em Paulínia

Bruna Mozer/ AAN

Queda aconteceu quando a aeronave tentava aterrissar no distrito de Betel, em Paulínia

Bruna Mozer

Raquel Valli

Morreu no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) um dos dois homens que voavam na tarde deste sábado (13) na asa-delta motorizada que caiu no bairro rural de Betel em Paulínia. Inicialmente, a vítima foi levada para o Hospital Municipal de Paulínia, mas depois, dada a gravidade do caso, foi transferida para o HC, onde não resistiu aos ferimentos. Tinha 46 anos.

O segundo homem tem 50 anos, e também foi socorrido inicialmente no hospital de Paulínia, mas depois foi transferido para o Hospital Estadual de Sumaré. De acordo com os médicos, o estado dele é grave.

Os nomes das vítimas não foram informados. Ambas estavam inconscientes no momento do resgate. Um deles teve traumatismo craniano e no fêmur.

O acidente ocorreu por volta das 14h45 na Avenida Constante Pavan quando a aeronave, modelo trike, tentava pousar e se enroscou em um fio de eletricidade de um poste – informaram a Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros.

Quatro clientes da localidade ficaram sem energia elétrica até por volta das 18h, quando o serviço foi normalizado, informou a assessoria de imprensa da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).

Alerta

Apesar de grandes pastos e terrenos naquela região propícios para pousos, o local não possui pistas regularizadas para voos. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, José Almir da Silva, por haver fios de alta tensão espalhados em toda a área, ela é considerada “perigosíssima”. “A região será analisada, mas sabemos que não é propícia para esse tipo de atividade”, disse o comandante.

Aeromodelismo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Polícia Civil foram acionadas para realizar uma inspeção no local. Um homem que utiliza esse tipo de aparelho, que pediu para não ser identificado, disse que é comum esse tipo de voo, mesmo sem aval dos órgãos competentes. Segundo ele, a área é usada pelos praticantes por haver muita concorrência em pistas regularizadas.

O uso de Trikes naquela região também é criticado por praticantes de aeromodelismo, que possuem uma pista nas proximidades. O engenheiro e aeromodelista Alex Borro, de 32 anos, afirma que os usuários de Trikes atrapalham as manobras dos aparelhos e que, para operarem, precisam de uma pista autorizada. “Eles não podem voar aqui. Devem procurar outros lugares para pousar, como o Campo dos Amarais”, disse.