Publicado 12 de Julho de 2013 - 9h46

Apesar da invasão na Casa de Leis, não houve violência

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Apesar da invasão na Casa de Leis, não houve violência

Os rio-pretenses foram às ruas na quinta-feira (11) no chamado Dia Nacional de Lutas organizado por movimentos populares e centrais sindicais de todo o país.

Durante a manhã, 200 membros de sindicatos protestaram em frente à Câmara Municipal, na Avenida Alberto Andaló, a favor da redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, mais investimentos para saúde e educação, redução de tarifas e melhorias no transporte público.

"Com a jornada atual, de 44 horas semanais, os funcionários chegam a trabalhar 52 horas por semana, com o banco de horas. Com isso, não tem tempo para se capacitarem, para o lazer e a família", disse Márcia Caldas Fernandes, presidente do Sindicato dos Comerciários.

No final da tarde, a Avenida Alberto Andaló foi fechada por cerca de 60 manifestantes que pressionavam vereadores pelo fim do recesso de julho. “Meu filho me acompanha porque ele quer entender o que está acontecendo nas ruas”, falou Daniel Carvalho, 33, que estava com o filho de sete anos.

À noite, o grupo realizou assembleia na avenida e decidiu ocupar o prédio da Câmara. Apesar da invasão, não houve violência, apenas discussão entre os manifestantes e os guardas municipais. “A polícia concordou com nossa proposta, disse que não vai usar de força para tirar o pessoal do local. Já o comando da Guarda Municipal não quer conversar. Impediu as pessoas de entrarem”, contou Daniel Carvalho.

Os manifestantes passaram a noite no local e pretendem continuar lutando. “A classe trabalhadora está indignada como um todo com a política do governo”, afirmou o secretário do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios Sérgio Pimenta.