Publicado 11 de Julho de 2013 - 23h38

O prefeito Rodrigo Agostinho (de branco, à esq.) conversa com manifestantes

Patrícia Lacerda

O prefeito Rodrigo Agostinho (de branco, à esq.) conversa com manifestantes

Desde a manhã desta quinta-feira (11), cerca de 100 manifestantes estão ocupando o primeiro andar do prédio da prefeitura de Bauru.

O grupo é formado representantes de três movimentos: MST (Movimento dos Sem Terra), Movimento Estudantil da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Bauru Acordou, este último formado recentemente em consequência dos protestos pelo passe-livre.

O prédio foi tomado aos poucos, sem aviso prévio. Alguns levaram barracas, colchões, mantimentos e cartazes, demonstrando que pretendiam ficar pelo tempo que fosse necessário.

De acordo com a manifestante Renata Cézar, a principal reivindicação é a revogação imediata do aumento da tarifa do transporte coletivo, que passou neste ano de R$ 2,60 para R$ 2,80.

"Este é o nosso sexto ato e está totalmente pacífico", afirma Renata.

Outras pautas também foram levantadas. Os representantes do MST falaram da revisão das terras para reforma agrária. Já os estudantes da Unesp desejam chamar atenção para melhorias no campus, além da substituição do reitor na Universidade, cargo atualmente ocupado por Júlio Cézar Durigan.

No fim da tarde,o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) desceu ao primeiro andar do prédio para falar com os manifestantes. A conversa durou mais de uma hora. O prefeito anunciou o desconto de 50% no valor da tarifa do passe para estudantes de 18 a 35 anos. Atualmente, o desconto é de 25%. A mudança na tarifa deve passar a valer a partir de agosto.

Quanto à revogação do aumento da tarifa do transporte coletivo, Rodrigo explicou ser inviável no momento.

“Eu não tenho de onde tirar esse dinheiro”, justificou o prefeito, reforçando o contrato assinado com as empresas de transporte coletivo de Bauru, que permite reajuste anual do valor. Rodrigo explica que havendo revogação, o valor da redução teria que ser subsidiado pela prefeitura.

As pautas do MST e do Movimento Estudantil também foram discutidas, mas o prefeito reforça que são assuntos de competência dos governos estadual e federal.

Os manifestantes permanecem no prédio da prefeitura.