Publicado 12 de Julho de 2013 - 5h00

Por Da redação

Cena do espetáculo 'Alfaiataria de Gestos', da Incunabula Cia Dança

Divulgação

Cena do espetáculo 'Alfaiataria de Gestos', da Incunabula Cia Dança

O corpo como lente para as artes plásticas. Esta é a proposta do espetáculo 'Alfaiataria dos Gestos', da Incunábula Companhia. Com concepção e direção de Roberto Alencar e criação coletiva com as bailarinas Ana Seelaender e Renata Aspesi, o espetáculo une dança contemporânea com artes visuais, sobretudo o desenho e escultura para mostrar como os artistas representam os corpos.

A montagem usa como ponto de partida o conto homônimo de autoria do diretor, escrito em 2011, as esculturas do inglês Antony Gormlay, as da francesa Louise Bourgeois e as figuras de cera da belga Berlinde de Bruyckere. Alencar explica que a dramaturgia de 'Alfaiataria de Gestos' mostra a transformação de um corpo esgotado e imobilizado pela falta de entusiasmo, em um corpo pleno de vontade criadora.

O espaço cenográfico sugere um lugar onde se dá o processo artístico de um criador. Poderia ser um ateliê de um desenhista, de um escultor, de um pintor ou mesmo a oficina de trabalho de um alfaiate. “Não há personagens definidos. Os intérpretes transitam entre as figuras de criador e criatura”, diz Alencar. A cenografia assinada por Rogério Marcondes é composta por três objetos: uma plataforma que lembra uma cama, um banco giratório e uma mesa bancada.

Há durante o espetáculo o acoplamento dos bailarinos aos objetos e esses entre si, criando uma terceira forma. “Tentamos atribuir características bem específicas para cada um, como se eles fossem também personagens da peça.”, diz Alencar. Além desses objetos, também ocupam o palco dois tecidos flexíveis em forma de saco, onde os corpos criam tensão.

Serviço

Espetáculo 'Alfaiataria dos Gestos'

Nesta sexta-feira (12), às 20h

No Sesc-Campinas (Rua D. José I, 270/333 - Bonfim). Telefone: (19) 3737-1500.

De graça

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Da redação