Publicado 11 de Julho de 2013 - 11h21

Por Da redação

Fânio Luis Gomes mostra os panfletos distrubuídos na cidade, informando sobre a paralisação de hoje

Christiano Diehl Neto

Fânio Luis Gomes mostra os panfletos distrubuídos na cidade, informando sobre a paralisação de hoje

Em Piracicaba, a paralisação nesta quinta-feira (11), no "Dia Nacional de Luta", movimento previsto para ocorrer em todo país, depende de cada segmento. Em Piracicaba, a iniciativa é organizada pelo Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba). No Brasil, as Centrais Sindicais é que estão à frente da ação. No Sincomércio, a orientação do presidente José Maria Saes Rosa é que cada um dos lojistas use o bom senso, em caso de possível movimentação estranha, como atos de vandalismo e depredação, o conselho é que as lojas sejam fechadas. No município, são três mil lojas, entre pequena, média e grande.

"Nós não somos nem contra e nem a favor da iniciativa. Esperamos que seja uma manifestação pacífica, sem briga. Nossa orientação é para que os lojistas fiquem atentos. O funcionamento do comércio volta ao normal às 13 horas, quando o transporte coletivo já deve ter sido restabelecido", afirma Rosa.

Na Prefeitura, segundo a assessoria de imprensa, todos os setores trabalham normalmente e ficam sob aviso em caso de possíveis retaliações. O TCI (Terminal Central de Integração), a princípio, permanece aberto, porém, os ônibus não circularão no período da manhã.

Segundo o representante do setor de comunicação da AETUP (Associação das Empresas de Transporte Urbano de Piracicaba), Carlos Gonçalves, como a associação recebeu o comunicado que os sindicatos devem estar na garagem de ônibus, às 4 horas, para evitar tumultos, os ônibus não saem do local. "Estaremos com os nossos funcionários lá".

O retorno do transporte público coletivo está previsto para as 11 horas. Como não haverá ônibus no período da manhã, as 100 agências bancárias de Piracicaba também fecham as portas até as 12 horas. Esta também é uma forma de evitar vandalismo nos espaços, informou o Sindban (Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região).

Os sindicatos ligados ao Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba (Conespi), ontem pela manhã, distribuíram panfletos a trabalhadores e à população como forma de mobilizá-los para as manifestações. A expectativa é que haja paralisação logo de manhã do transporte coletivo, comércio, bancos, da indústria e até mesmo nas rodovias.

"É um movimento que tem bandeiras, CNPJ e endereço e que mobilizará trabalhadores no Brasil inteiro. A iniciativa pretende levar a discussão para o maior número de trabalhadores e não apenas trazer para um ato. A ideia é realizar diversos atos e manifestações", afirma o presidente do Sindban e diretor de Comunicação do Conesp, José Antonio Fernandes Paiva.

De acordo com o presidente do Conespi, Fânio Luis Gomes, o objetivo é que Piracicaba participe deste movimento, organizado pelas centrais sindicais, como forma de exigir do governo e do Congresso Nacional medidas para aprovar e colocar em prática o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial; reajuste digno para os aposentados; mais investimentos em saúde, educação e segurança; transporte público de qualidade; fim do Projeto de Lei 4330, que amplia a terceirização; reforma agrária e fim dos leilões do petróleo, dentre outros.

Em Piracicaba, as ações estão programadas para começar às 4 horas da manhã, com manifesto em frente à garagem de ônibus que servem o transporte coletivo. Às 6 horas será realizado um ato em frente à indústria Dedini. Para as 8 horas está agendado um ato em frente ao TCI, que deverá ser marcado por manifestação pelas ruas centrais da cidade. Às 11 horas haverá um ato na SP-304 (Piracicaba-São Pedro), por mais segurança.

Com estes manifestos, tudo indica que os diversos segmentos da cidade não funcionarão, principalmente pela manhã. Gomes destaca que a manifestação busca unir trabalhadores e a população em geral para se somar à luta deflagrada pelas centrais sindicais (Força Sindical, CUT, CTB, Nova Central e UGT) como forma de construir um país melhor para todos.

"Quantos mais se engajarem nesta luta, com certeza, melhor será o impacto. Juntos mostraremos que defendemos e queremos mudanças que garantam mais qualidade de vida à nossa população".

PULA CATRACA

O movimento Pula Catraca apoia a paralisação no Dia Nacional de Luta. Hoje, representantes do grupo vão a São Paulo. Outros participam dos movimentos realizados em Piracicaba durante toda a manhã. "É uma ação em prol da classe trabalhadora. Por isso, vamos apoiar", afirma o membro do Pula Catraca, Arary Galvão.

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