Publicado 14 de Julho de 2013 - 1h49

Viracopos é a principal entrada de estrangeiros na região de Campinas

Janaina Maciel/Especial para a AAN

Viracopos é a principal entrada de estrangeiros na região de Campinas

Campinas é hoje o 9º maior destino do Brasil para a realização de eventos internacionais, de acordo com o ranking da International Congress and Convention Association. O perfil focado no turismo de negócios da cidade mantém, de segunda a sexta-feira, quase todos os 4 mil quartos de hotéis ocupados.

São cerca de 100 mil turistas circulando mensalmente, sem contar os visitantes de curta permanência, que chegam a ficar apenas um dia por aqui. Com grandes empresas multinacionais instaladas na região e uma referência em eventos e congressos como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a demanda é estrangeira é grande. Alguns hotéis chegam a ter 40% de suas instalações ocupadas por hóspedes de outros países. Apesar disso, a diretora de Turismo da Prefeitura, Alexandra Caprioli, sabe que a cidade precisa melhorar a sua forma de receber quem vem de fora e aponta as iniciativas que estão sendo tomadas para isso.

Mantido pelo Ministério do Turismo (MTur) em parceria com o Ministério da Educação, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que qualifica pessoas para diversas formas de prestação de serviço de olho nas demandas da Copa do Mundo e da Olimpíada do Rio de Janeiro, oferece 500 vagas em Campinas para funcionários de estabelecimentos que lidam diretamente com o público. São 21 cursos relacionados com a área do Turismo oferecidos gratuitamente, além da possibilidade do ensino do inglês e do espanhol. Os cursos começam em agosto e vão de 3 a 6 meses - de 160 a 300 horas de duração.

“A ideia é que as empresas sensibilizem os seus funcionários para esses cursos. Já temos vários hotéis que investem nisso”, afirma Alexandra, apontando que investir na melhor preparação da mão-de-obra é sempre um bom negócio. “Você consegue viabilizar essas iniciativas sem dificuldades ou prejuízos já que o investimento do empresário se dá apenas em liberar o funcionário para os cursos ou oferecer uma sala para os treinamentos”, acrescenta.

Táxi e GM

Outro projeto que já foi colocado em prática e renderá uma nova versão em breve é o “Taxista Nota 10”, também grátis. Os motoristas interessados têm à disposição cursos básicos de inglês em módulos. Tudo pelo computador para driblar a constante falta de tempo desses profissionais. A primeira edição contou com cerca de 40 taxistas. A segunda turma deve começar em agosto. “O taxista precisa entender que o seu passageiro é um cliente. Também queremos que os motoristas sejam agentes de turismo. Conhecendo melhor os pontos importantes de Campinas, eles serão multiplicadores de informações sobre os atrativos da cidade”, comenta Alexandra, que também pensa em distribuir selos de identificação nos veículos para valorizar os taxistas que buscarem essa qualificação.