Publicado 14 de Julho de 2013 - 5h00

Monumento ao vinho de garrafão: Góes é uma das marcas proeminentes de São Roque

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Monumento ao vinho de garrafão: Góes é uma das marcas proeminentes de São Roque

Notícia fresquinha que nos deixa muito animados. Já está em operação o Laboratório de Ensaios em Bebidas, da Escola Senai Prof. Euryclides de Jesus Zerbini. Instalado numa área de 278 metros quadros, na Ponte Preta, o empreendimento foi projetado para atender às necessidades das empresas produtoras de bebidas fermentadas, alcoólicas, não-alcoólicas, destiladas e vinagres. O laboratório, dotado de infraestrutura de ponta, está apto a oferecer suporte técnico e tecnológico especializado aos produtores. Sua criação partiu de uma solicitação dos Sindicatos da Uva e do Vinho de Jundiaí e de São Roque.

 

Como não podia ser diferente, a primeira contribuição foi dada justamente aos produtores de vinhos do Estado de São Paulo. A tese de doutorado da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp Caracterização Físico-química do Vinho Paulista, de Merenice Roberto Sobrinho, de valeu do laboratório, que atende aos pré-requisitos para acreditação pelo Inmetro. Por meio de equipamentos modernos, o laboratório cumpre a série de análises da instrução normativa no 24/2005, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A pesquisadora analisou as características físico-químicas de 24 exemplares de vinhos produzidos nas regiões de Jundiaí, São Roque e São Miguel Arcanjo, a partir de uvas americanas, híbridas e viníferas. Não era sem tempo. A ciência tinha mesmo que se voltar ao Estado. Aqui, predominam a uvas de mesa e, claro, o vinho correspondente, considerado inferior, enquanto, paradoxalmente, concentra um mercado consumidor cada vez mais exigente e preparado. Qualquer investigação que se faça para descobrir a vocação desse terroir, praticamente virgem para a produção de vinhos finos, terá sido uma grande contribuição. Por hora, a terra do vinho fino brasileiro ainda é o Rio Grande do Sul, cabendo a São Paulo a supremacia no produto artesanal ou regional. Se numa aferição técnica o quesito qualidade ainda não conste entre os atributos mais citados, é notório que os paulistas ensaiam uma revitalização do vinho. Em São Roque, os produtores já oferecem restaurantes, cafés e bares em suas propriedades, proporcionando aos visitantes um passeio rural agradável, com a oportunidade de apreciar o vinho artesanal da região. Outra iniciativa a comemorar, é o aparecimento de novas regiões viníferas, entre as cidades de Itobi, Divinolândia, São Bento do Sapucaí e Espírito Santo do Pinhal. Nesses novos endereços, já se cultivam uvas viníferas européias, o que aponta para o novo fôlego da produção brasileira. Saúde!

 

Quer trabalhar no ramo?

Nesta terça-feira, começa mais um Curso de Marketing de Vinhos, da Associação Brasileira de Sommeliers de Campinas (ABS-Campinas). O programa é voltado a profissionais já atuantes ou interessados em explorar esse mercado que pede cada vez mais gente especializada. O curso é semanal, com 14 aulas até outubro, ministradas por grandes sommeliers brasileiros. Informações pelo e-mail [email protected]