Publicado 12 de Julho de 2013 - 22h35

Colunista de Fórmula 1 - Julianne Cesaroli

Cedoc/RAC

Colunista de Fórmula 1 - Julianne Cesaroli

Com a cobiçada vaga na Red Bull aberta pela aposentadoria de Mark Webber, a dança das cadeiras da F-1 para o próximo ano tem seus personagens centrais: Kimi Raikkonen e Nico Hulkenberg.

Há quem garanta que o finlandês da Lotus já está assinado com a Red Bull, ainda que todos neguem. Aos 32 anos e em ótima fase, Raikkonen tem seus defensores dentro da equipe tricampeã mundial, mas sua chegada poderia trazer consequências graves.

E não estou falando das dificuldades que os dirigentes da Red Bull de Sebastian Vettel teriam em lidar com dois campeões do mundo. Ainda que a relação entre eles seja muito boa, ninguém duvida que o ambiente seria naturalmente competitivo, com ambos com chances iguais de disputar vitórias e títulos. Porém, o grande problema de contratar Raikkonen seria admitir que a existência da Toro Rosso, equipe satélite que serviria para desenvolver jovens talentos ao time principal, é inútil.

De fato, a Toro Rosso revelou apenas Vettel, tendo se tornado uma espécie de exterminadora de carreiras. Os pilotos da equipe têm contratos atrelados à Red Bull e, quando são dispensados, têm dificuldade em se reinserir no mercado. A necessidade de usar a estrutura montada e o temor de instalar uma batalha interna com o dream team Vettel-Raikkonen pode ser a chance para Daniel Ricciardo e Jean-Eric Verge, atualmente na Toro Rosso. E a vantagem no momento é do australiano, que vem de duas boas provas, enquanto o francês sofreu mais quebras que qualquer outro no ano.

Quem está olhando essa movimentação com atenção é Nico Hulkenberg. O alemão terminou o ano passado liderando corrida pela Force India, mas deu um passo atrás com a Sauber, que enfrenta dificuldades financeiras. Rápido e constante, Hulkenberg interessa à Lotus, mas, se Raikkonen permanecer no time, tudo depende do desempenho de Romain Grosjean nas próximas provas. O francês, que voltou à vida no último final de semana, na Alemanha, tem o apoio do chefe da equipe, Eric Boullier, que também é seu empresário e fará de tudo para mantê-lo no time.

Hulkenberg também aparece no cenário da Ferrari, porém, mais por uma associação direta — os italianos têm estreita relação com a Sauber — do que qualquer dado concreto. A renovação de Felipe Massa parecia encaminhada até que a série de acidentes sofrida pelo brasileiro colocou dúvidas no ar. Massa tem em Fernando Alonso seu grande cabo eleitoral, mas, ainda assim, precisa retomar o caminho das boas performances do início do ano para garantir seu futuro.