Publicado 12 de Julho de 2013 - 23h03

Policiais durante a apreensão de 117kg de pasta base de cocaína (no destaque) jogada de avião em canavial

Divulgação

Policiais durante a apreensão de 117kg de pasta base de cocaína (no destaque) jogada de avião em canavial

Três pacotes com 117 kg de pasta base de cocaína que foram lançados por um avião em 21 de abril foram achados às 6h30 desta sexta-feira (12) pela Polícia Federal de Piracicaba num canavial de Ipeúna, no limite com o distrito Paraisolândia, de Charqueada, durante a colheita da cana.

A suspeita é que os entorpecentes seriam destinados a um grupo de traficantes de Campinas. Segundo a Polícia Federal (PF), um dos pacotes se enroscou numa máquina. De acordo com o delegado Florisvaldo Emílio das Neves, a busca pela encomenda começou após denúncia anônima na mesma noite e no dia seguinte à entrega, que teve parte lançada fora do alvo e se perdeu em meio à plantação fechada.

Na época, com a movimentação policial, que contou com viaturas, helicóptero Águia, caminhão e guindaste, os donos da mercadoria avaliada em cerca de R$ 1,2 milhão saíram do local sem levá-la. 

Na ocasião em que a droga foi lançada, segundo Neves, a suspeita é que o avião tenha errado o alvo e jogado os pacotes encontrados nesta sexta na área plantada.

No espaço em que não havia cana foram encontrados três pontos de impactos que indicam que o restante da droga foi jogado ali e alguém veio resgatar. Era, segundo ele, uma área de 1.200 metros de comprimento por mil de largura.

A usina, de acordo com a autoridade federal, avisou todas as vezes em que houve colheita de cana com máquinas. Teve até colheita de mão. “A Polícia Rodoviária identificou um local com rastros de veículo, resquícios de droga e fragmentos provavelmente por rompimento da embalagem, que é semelhante à encontrada: o mesmo tipo de fita refletiva e pulseira de festa com líquido fluorescente para auxiliar a achar no escuro”, conta Neves. O delegado explicou que houve demora para achar as embalagens porque a PF dependeu das colheitas, que aconteceram no fim de maio, meados de junho, na semana passada e nesta sexta.

Ainda segundo a denúncia que auxilia as investigações policiais, um grupo de traficantes de Campinas receberia toda a droga. Para a PF, pelas características de entrega os entorpecentes são originários do exterior, provavelmente do Paraguai ou da Colômbia.

A droga foi apreendida e encaminhada para o Depósito da Polícia Federal em São Paulo. As investigações, iniciadas em abril de 2013, continuam, a fim de identificar os responsáveis pelo tráfico, cuja pena é de 5 a 15 anos de reclusão, podendo chegar a 25 anos.