Publicado 12 de Julho de 2013 - 9h26

As presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, vão se reunir nesta sexta-feira, 12, em Montevidéu, onde se encontram para participar da Cúpula do Mercosul. Será a segunda conversa entre as duas presidentes desde abril para tentar superar as barreiras comerciais impostas pela Argentina contra o Brasil. Por outro lado, a Argentina pede financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras de infraestrutura que serão construídas por consórcio de empresas brasileiras e argentinas.

Cristina também quer um novo acordo que estabeleça uma política comum para o setor automobilístico que permita às indústrias argentinas receber benefícios fiscais do plano brasileiro Inovar-Auto e atrair investimentos do setor para seu país.

Devido à complexidade dos assuntos e à falta de avanços nas negociações técnicas durante os últimos meses, fontes de ambos os governos consideram difícil algum acordo nesta reunião, que representaria mais um gesto político de diálogo e aproximação. Porém, ontem à noite, o chanceler brasileiro Antonio Patriota afirmou que, "seguramente, haverá novidade sobre os assuntos". Para o analista de comércio internacional Raul Ochoa, "será difícil um acerto satisfatório para ambas as partes porque as pressões de suas respectivas políticas internas sobre as presidentes são fortes".

No primeiro semestre, o superávit brasileiro com a Argentina recuou 64,5%, para US$ 523 milhões. O desempenho da balança brasileira com o principal sócio do Mercosul corre o risco de repetir o resultado de 2012, quando o superávit brasileiro retrocedeu 73%, para US$ 1,56 bilhão, de um volume de US$ 5,804 bilhões registrado em 2011, conforme análise comparativa da consultoria Abeceb.