Publicado 13 de Julho de 2013 - 6h00

Por Correio Popular

Os problemas no trânsito conturbado dos grandes centros são constantes desafios para técnicos e administradores, que devem buscar soluções para fazer frente ao crescimento do número de veículos que ocupam as ruas, ao adensamento demográfico, à criação de oportunidades de crescimento e à série de demandas decorrentes que não foram encaradas em tempo.

Os problemas são conhecidos, assim como as soluções técnicas que envolvem o domínio das estruturas, a capacidade de ordenação das vias públicas, os investimentos necessários e inadiáveis. A dificuldade está em priorizar as ações e obter as parcerias com os governos do Estado e federal para desenvolver projetos que visem a mobilidade urbana e o equacionamento do transporte de massa, de forma a oferecer maiores opções para os passageiros e um sistema que atenda a demanda crescente.

Campinas vive um momento de angustiante dificuldade no trânsito. Qualquer deslocamento em qualquer hora do dia implica a possibilidade de congestionamentos, de riscos de acidentes, falta de áreas para estacionamento e acessos para veículos, transformando os trajetos em verdadeiros calvários de concreto e fumaça. Nada menos de 42 gargalos de trânsito foram tecnicamente identificados na cidade, principalmente na região central, locais de maior afluência que se tornam o caos em horários de pico. Em alguns casos, os congestionamentos acontecem rotineiramente ao longo do dia, tornando os acessos a determinadas regiões um sofrimento em escala (Correio Popular, 6/7, A5). Todos os esforços e projetos colocados em execução, como o Rótula implantado desde 1996 e reformulado em 2010, exigem reparos e atualizações constantes, mostrando a evolução das dificuldades e dando a sensação de que se corre para evitar que o problema se agrave criticamente, nunca que seja resolvido em definitivo.

Mesmo com uma malha extensa e formada por corredores especiais, a frota de ônibus cumpre parte da demanda, mas não elimina um olhar planejado sobre meios como metrô, veículos articulados e mesmo incremento do atual sistema de transporte por ônibus. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) criado inopinadamente e que funcionou apenas cinco anos a partir de 1990, representou desperdício de recursos, falta de planejamento, equívocos evidentes, deixando um rastro de áreas inservíveis, estações depredadas e um rosário de denúncias, quando poderia ter sido um avanço significativo para o setor.

O que é necessário é recompor o quadro de necessidades, emprestar competência ao projeto de resgate das condições ideais de estrutura e oferecer à população um sistema de mobilidade urbana atraente e eficiente, capaz de desafogar os gargalos e garantir qualidade de vida aos campineiros.

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