Publicado 11 de Julho de 2013 - 5h00

Por Correio Popular

Têm sido muito evidentes as iniciativas que procuram dar forma à preocupação com o meio ambiente, criando-se leis e normas que vão ao encontro de medidas de proteção, revitalização e resgate das condições naturais. A consciência ambiental está presente em todo planejamento empresarial e de governos, cada vez mais atentos à necessidade de preservação e de ações de sustentabilidade, aliando o esforço de desenvolvimento com a preocupação de fortalecer as reservas e estimular medidas adequadas de manutenção de patrimônio natural.

A intenção de três municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) estudaram a implantação do chamado IPTU Verde abre um espaço fundamental para que a questão de preservação de ambientes ganhe vulto e importância, estimulando ações individuais e grupais, em atendimento ao reivindicado por grupos de ambientalistas e dos próprios conselhos municipais do meio ambiente (Comdema). Campinas, Jaguariúna e Pedreira saem à frente na iniciativa de criar facilidades para quem tiver áreas representativas em sua propriedade, concedendo desconto no imposto municipal (Correio Popular, 9/7, A4).

O projeto é diferenciado porque cria um conceito de beneficiar quem tomar atitudes de conservação, dividindo o foco da penalização apenas a quem é obrigado a contrapartidas de recuperação no caso de danos ao meio ambiente. É preciso que os benefícios sejam estendidos a todos os proprietários de imóveis para que lhes seja vantajoso abrigar-se sobre o inventivo em vez de dar destinação mais lucrativa ao espaço físico. Somente assim se pode pensar na devida proteção ao aproveitamento de recursos hídricos, economia de energia, preservação de áreas nativas, conservação do solo, reflorestamento, entre tantas medidas de equilíbrio possíveis.

Este é um projeto de longo prazo, que implica em estudos e franca disposição em dar prioridade a questões ambientais nos municípios, especialmente quando se depara com um processo de desenvolvimento acelerado e um mercado disposto a expandir o desenho urbano. Conciliar os interesses não é tarefa fácil, mas são medidas inexoráveis. Resta adotar tecnologias, políticas públicas de sustentabilidade e força de trabalho para que o crescimento dos municípios não represente unicamente a perda de espaços naturais vitais, mas uma etapa de progresso inteligente que resulte em qualidade de vida e alto nível de consciência.

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