Publicado 11 de Julho de 2013 - 8h03

Por Milene Moreto

BRT circula na Avenida John Boyd Dunlop, em Campinas: veículo terá pista exclusiva na via, que integra corredor de 17,8 quilômetros

Cedoc/RAC

BRT circula na Avenida John Boyd Dunlop, em Campinas: veículo terá pista exclusiva na via, que integra corredor de 17,8 quilômetros

A Prefeitura de Campinas conseguiu a liberação da Caixa Econômica Federal para engrossar em R$ 2,4 milhões a verba destinada à contratação da empresa que fará o projeto básico da construção dos corredores do BRT (Bus Rapid Transit) do Campo Grande e Ouro Verde. O custo total estimado agora é de pouco mais de R$ 6,4 milhões. A licitação aberta anteriormente pelo Executivo fracassou devido ao valor oferecido pelo poder público, cerca de R$ 4 milhões. Com o novo aporte financeiro, o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Sérgio Benassi, quer abrir a concorrência novamente amanhã para que as propostas sejam recebidas em 15 dias.

A correria dos integrantes do governo do prefeito Jonas Donizette (PSB) se justifica em razão do prazo para que o projeto seja apresentado. O Executivo tem até o dia 30 de outubro para entregar, aos órgãos envolvidos no processo, a planta de intervenção para a criação dos corredores e a perimetral por onde os ônibus de circulação rápida irão passar.

A liberação do recurso dependia de autorização da instituição que vai financiar os corredores. “Dentro de todos os recursos reservados havia a previsão de R$ 4 milhões para o projeto básico. Fizemos uma demonstração para a Caixa Econômica de que o valor não era viável e não estava dentro da estimativa do mercado. A autorização para ampliar os recursos veio nesta semana. Não teremos atraso e vamos conseguir entregar o projeto no prazo previsto”, afirmou Benassi.

Licitação

O Executivo iniciou a concorrência no último mês. Três empresas interessadas em elaborar o projeto apresentaram valores muito superiores aos R$ 4.055.00,00 previstos pela Emdec. A que apresentou o menor preço, a Tranzum Planejamento e Consultoria de Trânsito, cobrou R$ 6 milhões. A terceira colocada foi a empresa Fernandes e Terragi, com R$ 6.299.00,00, com o maior preço. Além do valor ser abaixo do estimado no mercado, outro problema apontado pelas empresas participantes é que o prazo de quatro meses seria insuficiente para a elaboração do projeto.

A licitação foi feita por meio de pregão eletrônico seguindo o Regime Diferenciado de Contratação (RDC). O BRT é o maior projeto de mobilidade urbana da cidade e está orçado em R$ 338 milhões. Com a construção de corredores exclusivos para ônibus e a criação de plataformas nos mesmos moldes de funcionamento do metrô, o BRT deve reduzir em um terço o tempo gasto para os deslocamentos.

Os recursos virão do Orçamento da União (R$ 98 milhões), de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) (R$ 197 milhões), e mais R$ 44 milhões sairão de contrapartida da Prefeitura.

A expectativa da Emdec, caso essa licitação terminasse com uma empresa escolhida, era iniciar a obra em fevereiro de 2014. Estão previstos três anos de trabalhos para a conclusão do projeto, que deve estar pronto somente em 2017.

A obra começará pelo Corredor Campo Grande, que terá 17,8 quilômetros e será feita em quatro etapas com a construção de pista exclusiva para os BRTs na Avenida John Boyd Dunlop. Os dois primeiros trechos de obras ocorrerão na Avenida John Boyd Dunlop. A primeira liberação de recursos, de R$ 11 milhões, será para dois trechos do corredor, o 2, entre a Vila Aurocan e o campus 2 da PUC-Campinas e o 3, entre a PUC-Campinas e o Jardim Florence.

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Milene Moreto