Publicado 11 de Julho de 2013 - 7h00

Grafites de Fernando em tapume da cratera que se abriu no Cambuí

Dominique Torquato/AAN

Grafites de Fernando em tapume da cratera que se abriu no Cambuí

O artista plástico e grafiteiro Fernando Madeira está modificando o aspecto acinzentado das paredes do Córrego Proença, no cruzamento da Avenida Norte-Sul com a Orosimbo Maia.

Desde março deste ano, grafites estão sendo pintados e levando mais cor ao cenário urbano, criando uma obra de arte ao ar livre. Na última terça-feira (9), o artista voltou ao local, que já conta com sete desenhos.

Gabriel Rapassi, diretor de Cultura de Campinas, disse que a intervenção foi autorizada pela Prefeitura, que pretende, através da Secretaria de Cultura, fomentar esse tipo de arte em outros pontos da cidade.

O primeiro desenho no local, feito em março, é um personagem lúdico que é metade menina e metade barco, e possui 5 metros de extensão. Segundo o artista, a ideia é mexer com a imaginação das pessoas.

Entre as cores utilizadas, chamam atenção o predomínio do amarelo, vermelho e azul. O primeiro desenho fez parte de um projeto de curta-metragem lançado na internet. O filme conta a história de um homem que se estressa da vida e acaba dentro de um esgoto, onde vai se libertar através da arte.

Mas a transformação do espaço urbano não se resumiu apenas àquele grafite. No último feriado, Madeira voltou para a galeria e pintou novos desenhos. Para conseguir pintar as paredes escuras do córrego, o artista procurou a Prefeitura.

“Quando fomos fazer a autorização foi engraçado. Ninguém sabia como autorizar, afinal nunca tinham feito um pedido como esse, mas a Secretaria de Cultura assumiu como atividade própria porque entendemos que é uma forma de apoio, de fomento assumir a produção desses eventos. Precisamos ajudar, porque o artista pode não saber a qual órgão pedir”, disse Rapassi.

O diretor de Cultura de Campinas adiantou que pretende expandir a arte na rua e está aberto para receber novos projetos. “Queremos que os lugares cinzas se transformem em lugares coloridos. Estamos à disposição para essas atividades de embelezamento e intervenção de arte no espaço urbano”, disse Rapassi.

Madeira, que começou a pintar há 13 anos e é tatuador há 18, transforma em arte qualquer superfície. Crítico à poluição visual, também arrumou um espaço de expor sua arte em uma superfície improvisada: os tapumes que protegem a cratera que se abriu na Rua Gustavo Armbrust, no início do mês passado. Quem passa pela Rua Antonio Lapa pode conferir dois desenhos, que foram feitos em papel e colados na armação de madeira. Atualmente, possui uma galeria de Streetart em Campinas onde expõe parte de seus trabalhos.