Publicado 15 de Julho de 2013 - 5h00

Mesmo com o crescimento acelerado das cidades, não arrefece a demanda por espaços de lazer para a população, ainda acostumada e carente de locais de convivência sadia e segura. Os parques infantis são, por excelência, uma opção onipresente em todos os municípios, por representarem um espaço natural e sadio para a diversão de crianças e jovens. Capazes de promover a convivência social, aproximar a vizinhança e oferecer um espaço gratuito de brincadeiras, os parques resistem no imaginário popular como uma opção que faz parte da vida das pessoas, pela sua simplicidade e alto alcance, especialmente numa sociedade onde as alternativas de diversão e passatempo são escassas.

A situação de abandono dos parques infantis da cidade denuncia a omissão da Administração em relação a questões cotidianas e de fácil solução. Por toda a cidade, é possível ver os equipamentos em estado de degradação, colocando as crianças em constante risco de acidentes e negando uma opção de lazer das mais tradicionais. São peças quebradas, balanços capengas, escorregadores quebrados, peças de madeira com lascas à mostra, correntes instáveis, falta de recursos de segurança, além de peças que são retiradas para manutenção e não voltam (Correio Popular, 13/7, A8).

O problema dos parques infantis veio à pauta das apreensões cotidianas com a morte de uma criança de quatro anos em um hotel, há um ano, despertando a preocupação com a manutenção de brinquedos em áreas públicas. Na comoção que o caso provocou, foram inúmeras as promessas de providências e cuidados, que se desfizeram logo que o assunto saiu das manchetes. Em Campinas, houve a promessa de retirada dos brinquedos em mal estado de conservação, para reforma e para que os parques fossem recuperados em segurança. Um ano após, a situação permanece a mesma, com as mesmas peças quebradas ou em situação de oferecer perigo.

Não são muitas as opções de lazer para a população. O hábito de frequentar praças tem-se alterado com a falta de segurança e o domínio imposto por moradores de rua ou drogados. A população fica refém da violência e da omissão das autoridades, que devem se preocupar com a garantia de espaços de convivência para toda a população, especialmente as mais distantes das áreas mais centrais e de maior visibilidade.