Publicado 10 de Julho de 2013 - 19h50

Vereador Ricardo Silva quer explicações sobre gastos de aluguel com imóveis fechados e dívidas com fornecedores e médicos

Newton Barbosa/Câmara Municipal

Vereador Ricardo Silva quer explicações sobre gastos de aluguel com imóveis fechados e dívidas com fornecedores e médicos

Os vereadores de Ribeirão Preto devem votar na sessão desta quinta-feira (11) dois projetos de resolução que convocam o secretário de Administração, Marco Antonio dos Santos, e o diretor da Fundação Santa Lydia, mantenedora do hospital bhomônimo, Ariclenes Garcia da Silva, para darem explicações aos vereadores sobre gastos de aluguel com imóveis fechados e dívidas com fornecedores e médicos, respectivamente.

A duas convocações foram pedidas pelo vereador Ricardo Silva (PDT), por meio de requerimentos. “Primeiro, os gastos de aluguel com pelo menos três imóveis fechados, que somam cerca de R$ 600 mil reais. E as dívidas do Santa Lydia, que chegam a quase R$ 10 milhões, com fornecedores e médicos, são situações que demonstram mau gerenciamento do dinheiro público”, diz o parlamentar.

Um dos imóveis sem uso é o prédio localizado na Rua General Osório, 40, onde deve funcionar o novo shopping popular, com aluguel mensal de R$ 9 mil. Fechado há 39 meses, o valor gasto até agora é de R$ 351 mil. Outro imóvel, localizado na Rua Edgard Cajado, 400, nos Campos Elíseos, que deveria abrigar o Centro de Convivência do Idoso Rosa Gileno Tácio, custa todo mês aos cofres públicos o valor de R$ 6 mil. Fechado há 43 meses, já são R$ 258 mil que também estariam sendo desperdiçados.

Santa Lydia

Em visita ao hospital e reunião com o diretor da Fundação Santa Lydia, Ariclenes Garcia da Silva, com o secretário da Saúde, Stênio Miranda, e o promotor Sebastião Sérgio da Silveira, da Cidadania, Ricardo constatou que a fundação tem atualmente uma dívida de R$ 9,6 milhões. “Muitos fornecedores não recebem há vários meses e há médicos, também, que estão sofrendo com atrasos no pagamento por parte do hospital”, diz o parlamentar.

O promotor deu prazo até o próximo dia 15 de julho para que a direção da fundação apresente um plano de recuperação financeira. Se não apresentar o plano, a fundação pode ser extinta, avisou Sebastião Sérgio da Silveira. Dos 9,6 milhões de dívidas, mais de R$ 1 milhão se refere a pagamentos que deveriam ter sido feitos a médicos que prestam serviço ao hospital.