Publicado 10 de Julho de 2013 - 8h25

Aula pública aconteceu na Esplanada do Theatro Pedro II e contou com a participação de cerca de 100 pessoas

Guto Silveira/Gazeta de Ribeirão

Aula pública aconteceu na Esplanada do Theatro Pedro II e contou com a participação de cerca de 100 pessoas

Um ato realizado na tarde desta terça-feira (9), na Esplanada do Theatro Pedro II reuniu cerca de 100 pessoas que assistiram manifestações culturais e uma aula pública com Célio Turino, historiador, escritor e idealizador do programa Cultura Viva, responsável pela criação dos Pontos de Cultura em várias cidades. Ex-secretário de Governo de Campinas, ele enfrentou os problemas do transporte coletivo na cidade e teve que aprender a entender as planilhas de custo das empresas.

Segundo ele, a maior parte dos custos, cerca de 45%, é formada pelo pagamento de pessoal e encargos, depois vem os insumos, com peso maior para o combustível, que consome cerca de 10%. Há, ainda, a amortização de investimentos, com a compra de veículos e equipamentos. A compra destes equipamentos, no entanto, além do juro subsidiado, entra no custo da tarifa. “Ao final de sete anos, quem incorpora o equipamento é a empresa, e não o usuário, que pagou a tarifa”, disse.

Outro ponto que ele aponta, na composição da tarifa, e que provoca lucro além do visível, é o valor dos produtos. “Na planilha aparece o valor do litro do diesel no varejo, mas praticamente todas as empresas têm uma bomba de combustível e compra no varejo, o que aumenta o lucro em pelo menos 20%”, afirmou. E ainda apontou que a planilha é inacessível, mesmo que ela seja apresentada publicamente, “pela forma dos números e de leitura”.

Uma das alternativas sugeridas por ele é a contratação, pelo poder público, do transporte por trechos. “Mesmo que a tarifa seja cobrada, ela tende a ser menor”, comenta. Sobre a permanente alegação de desequilíbrio financeiro e prejuízos argumentados, Turino questiona: “por que eles continuam em um negócio que dá tanto prejuízo?” “Mas o forte do lucro das empresas não está neste item, o da remuneração, mas nos outros”.