Publicado 05 de Abril de 2013 - 22h05

O CT do Red Bull, em Jarinu, oferece infraestrutura que surpreende até os jogadores que passaram por times grandes

Red Bull Brasil/Divulgação

O CT do Red Bull, em Jarinu, oferece infraestrutura que surpreende até os jogadores que passaram por times grandes

Os clubes da Série A2 do Campeonato Paulista começam, neste sábado (06/04), a disputa pelas quatro vagas na elite do futebol estadual no ano que vem. Duas das equipes mais promissoras e bem estruturadas do momento duelam na primeira rodada da segunda fase. Audax e Red Bull Brasil, respectivamente o primeiro e o oitavo colocados na fase de classificação, se enfrentam às 19h, no Estádio Moisés Lucarelli.

Com propostas similares e projetos que sinalizam caminhos promissores nas próximas temporadas, os paulistanos do Audax (cuja “filial” carioca já está na elite) e os campineiros do Red Bull devem iniciar uma briga paralela a partir do confronto desta noite de sábado. Para a diretoria de ambos os clubes considerados novatos no cenário nacional, o acesso à Série A1 seria a confirmação imediata do retorno dos altos investimentos que seus proprietários têm aplicado nos últimos anos.

“O nosso crescimento é evidente. Em pouco mais de cinco anos de existência, o Red Bull já figura como forte candidato a estar entre os melhores clubes do Estado de São Paulo. Trabalhamos sempre com metas pontuais e, com muita superação, conseguimos alcançar a primeira delas, que era passar de fase da A2. Mas agora começa outro campeonato e estamos prontos para buscar o acesso”, projeta o diretor de futebol do Toro Loko, Carlito Arini, que acumula no currículo boas passagens por clubes como o catarinense Avaí e que já tem recebido elogios pelo trabalho feito no Red Bull.

Do outro lado, o discurso é praticamente o mesmo. “Para o Audax, o acesso é um objetivo fundamental para a continuidade do crescimento da equipe. Por isso estamos trabalhando muito e proporcionando a todos envolvidos as melhores condições de trabalho, muito atentos aos detalhes nessa fase final, pois temos grandes equipes e sabemos que esse será o diferencial para conquistar nosso objetivo”, explica Thiago Scuro, gerente executivo do Audax.

ESTRUTURA

Os rivais deste sábado também concordam em outro ponto: não fosse a estrutura física dos clubes e a responsabilidade com a qual lidam com os atletas da base ou do profissional, o sucesso não seria possível. “Hoje, muitos clubes considerados de ponta não honram os seus compromissos como, por exemplo, pagamento de salário. Por isso, não são poucos os jogadores que se impressionam com a nossa forma de trabalho quando são contratados”, elogia Scuro.

Do lado campineiro, a justificativa é a mesma. “Até mesmo quem já passou por grandes clubes do futebol brasileiro fica impressionado com o nosso CT de Jarinu e a forma de contrato que oferecemos”, reitera Arini, lembrando o caso do experiente meia Marcinho, que chegou há pouco tempo no Toro Loko e não cansa de fazer elogios à estrutura do clube.

JOGO 200

Na partida de número 200 de sua história, o Red Bull entra em campo, neste sábado, diante do Audax motivado pela evolução conquistada na reta final da 1ª fase. Agora, no primeiro de seis confrontos decisivos, a equipe campineira aposta na continuidade do trabalho do técnico Argel Fucks para agarrar uma das duas vagas de seu grupo à elite do estadual.

É consenso entre comissão técnica e elenco que, a partir deste sábado, um novo campeonato se inicia. Classificado com a oitava melhor campanha, o Toro Loko divide o Grupo B com Audax, Guaratinguetá e Rio Claro. Todos se enfrentarão em turno e returno e o campeão fará a decisão com o melhor do Grupo A — formado por Portuguesa, Comercial, Capivariano e Catanduvense.

E, se retrospecto ajuda, os campineiros já saem na frente do adversário: Red Bull Brasil e Audax se enfrentaram seis vezes, com três vitórias do time campineiro, um empate e duas vitórias do time de São Paulo.

Na primeira fase, o confronto terminou 1 a 1, na Capital. E mais: desde a estreia de Argel Fucks, o time não perdeu no Moisés Lucarelli. Foram cinco vitórias e um empate. Mas os paulistanos também contam com a matemática, pois acumulam 11 vitórias consecutivas. "Vamos manter a humildade, a seriedade e a dedicação para fazermos um bom jogo e conquistarmos o resultado", afirma o treinador do Toro.