Publicado 09 de Abril de 2013 - 5h04

Pica-pau-do-campo ficou entretido com a câmera de monitoramento

Divulgação

Pica-pau-do-campo ficou entretido com a câmera de monitoramento

Uma cena inusitada surpreendeu os funcionários do centro de controle operacional da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), administrada pela concessionária CCR AutoBAn. Um pica-pau-do-campo pousou em uma das câmeras de monitoramento da estrada, na tarde da última sexta-feira (5), e ficou olhando para o aparelho por pelo menos cinco minutos.

A ave é a segunda a ser flagrada de perto pelas filmadoras este ano: no dia 8 de março, um gavião também serviu de “modelo” para os trabalhadores da central. “Em 15 anos no setor, nunca tinha visto as aves se entreterem com as câmeras. Vemos insetos, aranhas, mas nunca pássaros”, afirmou a coordenadora do centro, Neucelia Cevalhos.

O pássaro escolheu a câmera do Km 17 da estrada para descansar. Ao fundo das imagens, é possível distinguir os prédios da Capital. “Ele ficou um tempão olhando para nós. Parecia que estava vendo todo mundo em uma caixinha, pois os monitores da central são grandes. Fez a alegria do pessoal que trabalha por aqui”, contou.

Gavião pousa em suporte de câmera de rodovia e observa movimentoA ave só foi embora depois que a coordenadora ligou o limpador da câmera, um tipo de limpador de para-brisa. “Infelizmente, a gente ainda tinha que monitorar os veículos”, disse, rindo, a coordenadora.

A bióloga Milena Corbo disse que eles são animais curiosos. A ave que pousou na câmera, segundo ela, deve ter visto seu reflexo no vidro da aparelho, por isso se entreteve durante tanto tempo. “Ele começa a bicar, acreditando ser um intruso em seu território.”

O Colaptes campestris, conhecido popularmente como pica-pau-do-campo ou chanchã é uma espécie comum na região, segundo o biólogo Carlos Henrique Luz Nunes de Almeida, professor de biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O pássaro gosta de campos e espaços abertos, é insetívero e fica predominantemente no solo. “Quase sempre são vistos em pequenos grupos de dois a cinco indivíduos. É comum pousarem no topo de postes da rede elétrica de onde emitem o canto territorialista”, explicou.