Publicado 08 de Abril de 2013 - 17h17

Por Alenita Ramirez

O mecânico Francisco Basto dos Santos, 59 anos, foi assassinado com 10 facadas pelo corpo porque contratou um programa com uma adolescente de 17 anos, usuária de drogas e compromissada. O crime ocorreu no dia 28 de setembro do ano passado, na casa da vítima, no Parque Universitário, em Campinas, mas só foi esclarecido nesta segunda-feira (8), pelo Setor de Homicídio.

O acusado do crime é o namorado da garota, o técnico de esquadria de alumínio Jean Anderson Alves Paro, 24 anos, que está preso desde novembro do ano passado, por tráfico de drogas. A polícia chegou ao acusado depois do reconhecimento, por foto, de uma testemunha. A garota, que também teria ajudado no crime, está foragida.

Segundo os investigadores do Setor de Homicídios, Santos era divorciado, bem sucedido e não queria relacionamentos sérios. Porém, contratava prostitutas e também oferecia pequenas quantias de drogas para garotas viciadas em troca de sexo. Em um dos casos, ele teria conhecido a adolescente, que morava no mesmo bairro dele e até então não tinha namorado.

Paro, por sua vez, segundo os policiais, é de família de classe média e se envolveu com drogas. Em uma das idas a biqueiras, ele conheceu a adolescente e se apaixonou por ela. O casal começou a namorar e a menor contou para Paro que o mecânico a oferecia dinheiro em troca de sexo. "Segundo ele (acusado), o mecânico insistia com a garota, mesmo ela namorando. Em um dos convites, ele decidiu tirar satisfação com a vítima" , contou um investigador.

A garota teria combinado um programa com Santos e levado o namorado a tiracolo. O mecânico foi achado por um filho, dentro de um quarto de hóspede, já sem vida. Ele estava só de cueca. A vítima levou golpes no abdômen e pescoço. Um dos golpes, segundo declarou Paro, foi dado pela garota. Antes de golpear a vítima, Paro disse que houve luta corporal.

Segundo a polícia, Santos era querido no bairro e na época do crime, moradores teriam se revoltado e tentaram linchar os autores. O casal foi sequestrado por traficantes do bairro e levado para um matagal, onde foi amarrado e espancado. Um irmão da garota foi obrigado a bater na irmã, sob ameaça de morte. O casal foi liberado com vida porque, na época, o comandante do tráfico, ligado a uma facção criminosa do Estado, não foi achado para dar a sentença de morte. "A menina foi expulsa do bairro e nem a família sabe o paradeiro dela" , comentou um policial.

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Alenita Ramirez