Publicado 07 de Abril de 2013 - 21h33

Tanto o local no qual ele caiu, a uma altura de mais de 2 mil quilômetros, quanto o paraquedas utilizado na hora do acidente, já passaram por perícia

Divulgação/ PM de Piracicaba

Tanto o local no qual ele caiu, a uma altura de mais de 2 mil quilômetros, quanto o paraquedas utilizado na hora do acidente, já passaram por perícia

Rubens de Jesus Teixeira, de 36 anos, morador de Campinas, morreu na tarde de domingo (7) depois de sofrer um acidente enquanto praticava paraquedismo no Aeroporto Municipal de Piracicaba (Aeroporto Pedro Morganti), o único existente na cidade.

Segundo informações da Polícia Militar, ele era aluno de instrução de uma das escolas que utilizam o espaço, que tem diversos hangares, e a morte foi constatada no local por um médico do Samu.

A PM conta que Teixeira sofreu o acidente por conta de um mal funcionamento do equipamento de paraquedismo.

Tanto o local no qual ele caiu, a uma altura de mais de 2 quilômetros, quanto o paraquedas utilizado na hora do acidente, já passaram por perícia ainda à tarde e a Polícia Civil de Piracicaba deve investigar o caso. O delegado responsável também esteve no local para verificar a ocorrência.

Em depoimento à polícia, a escola Soluar, que dava aulas à Teixeira, afirmou que o problema aconteceu durante a abertura do paraquedas reserva. O procedimento de pulo funciona com um instrutor no avião e outro no solo, que ficam monitorando o aluno durante o pouso, dando todas as instruções necessárias.

No caso de Teixeira, o instrutor "debaixo" percebeu que o paraquedas que ele utilizava não estava totalmente aberto e solicitou, via rádio, que ele abrisse o reserva, já que ele estava a uma altura considerada perigosa, muito próxima do solo. Foi neste momento, considerado "de emergência", que eles perceberam que o reserva já estava aberto e que, supostamente, o principal havia rasgado em sua abertura automática, que acontece em uma determinada altura.

Responsáveis pela escola não foram localizados pela reportagem até o fechamento desta edição para comentar o caso, mas segundo a PM, todos eles têm habilitação para dar aulas de paraquedismo.

Segundo a Polícia Militar, Rubens era casado com uma campineira e toda sua família era nascida no estado da Bahia. Eles também não foram localizados para informar horário e local de sepultamento do corpo.