Publicado 07 de Abril de 2013 - 17h13

O produtor de pitaya Donizete Leme: consumo em qualquer época

Dominique Torquato/AAN

O produtor de pitaya Donizete Leme: consumo em qualquer época

As frutas exóticas ganharam o paladar dos consumidores da região nos últimos anos e nomes estranhos como kino, mangostim, pitaya, abiu, decopon, cajá-manga, noni, physalis, jamelão, maná, cherimóia e granadilho se tornam cada vez mais comuns em casa. Segundo a Ceasa, o cajá-manga, por exemplo, teve aumento da venda de 30kg em 2010 para 348kg no último ano. O mangostim dobrou a quantidade vendida, de 7,6 para 15,3 toneladas.

O jambo saiu de 30kg para 84kg. Já a comercialização da pitaya passou de 429kg para 1.070kg no mesmo período.

Para o coordenador do Mercado de Hortifrutis da Ceasa, Márcio de Lima, as variedades são mais caras porque vêm de outra região ou têm produção menor para certo segmento econômico. “A melhoria da economia aumentou o consumo inclusive de novidades, que gerou uma oferta maior, que provocou maior acessibilidade no preço, que estimulou mais consumo e assim por diante”, disse.

Na Casa da Uva, a venda de frutas exóticas aumentou 50% nos últimos quatro anos. Já a Marcão Frutas, também da Ceasa, oferecia apenas três variedades exóticas e hoje são mais de 20.

O produtor de pitaya de Artur Nogueira Donizete Leme, um dos fornecedores da Ceasa, sentiu a diferença.

“De dois anos para cá, o pessoal tem procurado mais. Antes era mais no Natal, Ano Novo. E a caixa com seis a oito frutas da roxa ou branca saía a R$ 35,00 e a amarela, de R$ 50,00 a R$ 80,00 o quilo. Hoje, sai em média R$ 15,00 a caixa da roxa ou branca e a partir de R$ 20,00 o quilo da amarela”, afirmou.

Pitaya

A fruta, originária da Ásia e Austrália, tem sabor leve e vitamina C, cálcio, fósforo e potássio. Chama atenção pela forma: parece uma flor, semelhante a uma alcachofra. É rosada por fora e branca ou vermelho-roxo por dentro, ou amarela por fora e branca por dentro. A planta é parecida com um cacto e a consistência da polpa lembra a do kiwi.

Cacau, graviola, cupuaçu, cajá-manga e tamarindo, do Nordeste, são mais usadas para suco. Physalis, natural da Amazônia, decora e dá um toque a doces e molhos. Sapoti, também do Nordeste, é fonte de vitaminas A, B1, B2, B5 e C, além de ferro. Maná é tradicional alimento, medicinal e cosmético na Amazônia, Peru e Colômbia. A abiu, da região amazônica, é rica em vitamina A, cálcio e fósforo.