Publicado 05 de Abril de 2013 - 5h09

Por Inaê Miranda

Funcionários da prefeitura de Campinas fazem limpeza em bueiro da cidade

Dominique Torquato/AAN

Funcionários da prefeitura de Campinas fazem limpeza em bueiro da cidade

Cerca de cinco toneladas de terra e de lixo são retiradas das bocas de lobo de Campinas todos os dias. Entre os materiais encontrados estão desde sapatos e garrafas de plástico até computadores e móveis velhos.

O trabalho, que estava praticamente parado no semestre passado, foi retomado no início do ano e deve seguir de maneira ininterrupta, segundo a Secretaria de Serviços Públicos. O objetivo é deixar as galerias em condições adequadas para a captação de águas da chuva. O trabalho começou na área central de Campinas e agora está sendo expandido para os demais bairros.

Uma equipe composta por 16 funcionários vai atuar na limpeza das galerias durante o dia e à noite. Também serão utilizados dois caminhões para recolher o lixo. Um deles, o caminhão hidrovácuo, é responsável por fazer a sucção da sujeira. “É um trabalho importante na microdrenagem urbana porque evita enchentes, acúmulo de água, além de prevenir as doenças provocadas por ratos, principalmente, porque em bueiros entupidos tem muita proliferação de roedores”, afirmou o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella.

O trabalho foi retomado desde janeiro na região central da cidade e, atualmente, as equipes estão trabalhando nos bairros Chácara da Barra e Jardim Flamboyant. “Começamos na área central porque o acúmulo de pedestre é muito grande e a geração de lixo na rua, consequentemente, também é maior. Fizemos toda a área central e agora estamos indo para os bairros. Vamos trabalhar de bairro em bairro, em rua por rua”, afirmou Paulella.

O serviço será realizado o ano inteiro, mas deve ser intensificado nos períodos de chuva, já que o lixo e entulho são levados rapidamente para as bocas de lobo, diminuindo a vazão da água e provocando alagamentos em ruas e avenidas.

Objetos diversos

Os materiais encontrados nas galerias são os mais diversos. Vão desde calçados a peças de computador, latas de tinta, garrafas, embalagens de alimentos e móveis velhos. O que pode ser reaproveitado é encaminhado às cooperativas de reciclagem e o restante é depositado no Aterro Sanitário Delta A, onde é misturado com os demais materiais.

Em média, 60 bocas de lobo são limpas por dia. O custo médio do trabalho é de R$ 65 mil por mês. “É um custo que poderia ser reduzido se as pessoas jogassem menos lixo nas ruas”, ressaltou o secretário.

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Inaê Miranda