Publicado 08 de Abril de 2013 - 17h36

Yamaha Fazer 250 Blueflex utiliza gasolina, etanol e os dois juntos

Osvaldo Furiatto Jr/AAN

Yamaha Fazer 250 Blueflex utiliza gasolina, etanol e os dois juntos

Existe o ditado de que em time que está ganhando não se mexe. Mas a Yamaha utilizou novamente o modelo Fazer YS 250 para inovar e colocou nas ruas o primeiro modelo do mundo de motocicleta bicombustível de média cilindrada.

Yamaha Fazer 250 Blueflex utiliza gasolina, etanol e os dois juntos

A Yamaha Fazer YS 250 Blueflex manteve o mesmo bom comportamento do modelo movido apenas à gasolina. Além disso, como o valor dos combustíveis varia muito no Brasil por conta da safra de cana-de-açúcar, e o motociclista pode fazer as contas e escolher o que vai colocar no tanque. A Fazer também foi a primeira motocicleta nacional que substituiu o carburador pela injeção eletrônica.

Yamaha Fazer 250 Blueflex utiliza gasolina, etanol e os dois juntos

Como os modelos à gasolina e multicombustíveis não sofreram alterações de potência (ambos tem 21 cavalos – mesmo com etanol), o comportamento das duas é o mesmo nas ruas e estradas. A Fazer Blueflex se mostrou muito esperta para rodar na cidade. A moto tem um tamanho bom para passar entre os carros e as respostas do motor são eficientes.

Yamaha Fazer 250 Blueflex utiliza gasolina, etanol e os dois juntos 

O câmbio com cinco velocidades tem bom escalonamento e as trocas de marchas são justas e suaves. As maiores mudanças do motor da convencional e da Blueflex ficaram por conta do pistão forjado e o cromo no revestimento do cilindro para melhorar a durabilidade pelo efeito mais corrosivo do etanol.

Yamaha Fazer 250 Blueflex utiliza gasolina, etanol e os dois juntos 

A Yamaha incluiu no modelo Blueflex o sistema PCV, que utiliza o vapor produzido pelo calor dentro do motor canalizado para o filtro de ar e que retorna para o cárter.

Yamaha Fazer 250 Blueflex utiliza gasolina, etanol e os dois juntos 

Além disso, o modelo flex teve o mapeamento alterado e mudanças na pressão da bomba de combustível. A Fazer bicombustível tem uma entrada de ar na carenagem lateral e dois filtros de combustíveis.

Yamaha Fazer 250 Blueflex utiliza gasolina, etanol e os dois juntos 

Segundo o fabricante, o consumo do etanol é cerca de 30% superior ao da gasolina, mas mesmo utilizando apenas etanol, o tanque de 19,2 litros não exige abastecimentos constantes.

Yamaha Fazer 250 Blueflex utiliza gasolina, etanol e os dois juntos 

Mesmo atento, fica difícil perceber mudanças no desempenho utilizando apenas etanol ou só gasolina. Talvez em algumas retomadas em baixas rotações com etanol, a moto tenha respondido mais rápido. A Yamaha Fazer 250 Blueflex está disponível nas cores preta e prata.

Yamaha Fazer 250 Blueflex utiliza gasolina, etanol e os dois juntos 

O modelo Yamaha Fazer YS 250 Blueflex tem preço sugerido pelo fabricante de R$ 11.690 e o standart custa R$ 11.279. A Yamaha oferece ainda o modelo Racing Blue, que sai por R$ 11.630.

Yamaha Fazer 250 Blueflex utiliza gasolina, etanol e os dois juntos 

Ponto negativo: A Blueflex tem o Sistema Yamaha de Segurança (SYS), que não permite que a moto não rode enquanto a luz indicadora no painel não apague. Nada muito incomodo, mas quem mora em regiões muito frias, o melhor é que 30% do combustível no tanque seja gasolina.

Ponto positivo: A moto tem boa ciclística, esterça bem e oferece boas respostas nas mudanças de direção. Além disso, a posição para pilotar deixa o corpo alto e relaxado. A suspensão absorve bem as imperfeições e passa segurança e facilidade nas curvas. Os freios também são eficientes.